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19 de setembro de 2009
mercado
Legislação

Google se une a Opera e Mozilla em caso antitruste sobre o Internet Explorer

Por Computerworld/EUA

Publicada em 25 de fevereiro de 2009 às 07h57
Atualizada em 25 de fevereiro de 2009 às 08h55

Framingham - Google pede à Comissão Europeia para participar da investigação antitruste envolvendo a Microsoft no mercado de browsers.

O Google fez uma solicitação à Comissão de Concorrência da União Europeia para participar da investigação antitruste envolvendo a Microsoft no mercado de browsers, juntando-se às empresas Opera e Mozilla nos procedimentos da agência governamental.

"Estamos solicitando ser o terceiro participante no procedimento da Comissão Europeia", disse Sundar Pichai, vice-presidente de administração de produtos, no blog da empresa, na terça-feira (24/02).

Em janeiro, a comissão submeteu uma lista preliminar de objeções à Microsoft por se defender da concorrência embutindo seu browser Internet Explorer (IE) no sistema operacional Windows.

"O mercado de browsers ainda é amplamente não competitivo, o que atrasa a inovação para os usuários" disse Pichai dando argumentos para a entrada do Google no processo. "Isto ocorre porque o Internet Explorer é atrelado a um sistema operacional dominante, dando uma vantagem injusta em relação a outros browsers."

A norueguesa Opera Software ASA, criadora do browser Opera, iniciou a ação original no fim de 2007. No início de fevereiro, a Mozilla Corp., criadora do Firefox, demonstrou seu interesse em participar da investigação como "terceira parte interessada" o que permite à organização fornecer argumentos aos reguladores, ter acesso aos papéis ligados ao processo e participar de uma audiência presencial caso solicitada pela Microsoft.

Embora a Comissão Europeia ainda não tenha dito quais medidas deve exibir da Microsoft neste caso, o porta-voz da agência, Jonathan Todd indicou alguns sinais. Segundo ele, a Microsoft pode ser multada e forçada a permitir que os usuários escolham browsers alternativos durante a instalação do Windows, ou ser ordenada a permitir que o usuário desabilite o IE se desejar um navegador diferente.

Mitchell Baker, ex-Chief Executive Officer (CEO) da Mozilla e atual chairman da Mozilla Foundation, publicou em seu blog algumas sugestões de mudanças que poderiam ser adotadas pela Microsoft.

Segundo ela, as possibilidades incluem fazer com que a Microsoft divulgue todas as APIs (Application Programming Interfaces) disponíveis no IE a outros desenvolvedores de browsers, ou exigir que a empresa ofereça browsers de concorrentes nas atualizações do IE ou do Windows.

O Internet Explorer registrou 67,6% de participação no mercado mundial de browsers em janeiro, de acordo com a Net Applications - a menor fatia do IE no setor desde o início da medição pela consultoria em 2005. O Firefox registrou 21,5% de participação, seguido pelo Safari, da Apple, e pelo Chrome, do Google, que contaram com 8,3% e 1,1% do mercado, respectivamente.

Gregg Keizer, editor da Computerworld, de Franmingham.

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