CES: Apesar da crise, eletrônicos vão continuar em alta em 2009
Por ComputerWorld/EUA
Publicada em 07 de janeiro de 2009 às 17h02
Atualizada em 07 de janeiro de 2009 às 17h08
Las Vegas - Para organizadores da feira, smartphones, netbooks e TVs de alta definição vão manter o interesse dos consumidores em alta.
Começa oficialmente nesta quarta-feira (07/01) a 42ª edição da Consumer Electronics Show (CES), a feira de tecnologia mais importante dos Estados Unidos. E, apesar da recessão que deve atingir a economia norte-americana pelo menos até meados de 2009, as perspectivas são boas, na avaliação dos organizadores da feira. Nem mesmo a queda no número de visitantes - de 140 mil em 2008 para 130 mil neste ano - parece esfriar os ânimos.
Durante a apresentação do evento para a imprensa, os organizadores da CES fizeram questão de destacar que os consumidores continuam comprando produtos eletrônicos mesmo em tempo de crise.
Para reforçar essa tese, os executivos destacaram que, no ano passado, 17% dos gastos dos consumidores com bens duráveis foram com celulares, TVs de LCD e notebooks. "Eletrônicos se tornaram uma necessidade, não um lixo", disse Steven Loenig, analista da Consumer Electronics Association (CEA), entidade que organiza a CES.
Shawn DuBravac, economista da CEA, também acredita que o setor de tecnologia vai se sair bem melhor que outros setores durante a crise econômica. "2009 vai ser um ano muito ruim", ele disse. Tanto DuBravac como Loenig apostam em vendas mais altas de produtos como smartphones, TVs de alta definição e netbooks - os laptops pequenos e leves, voltados para navegar na web e executar tarefas simples.
Os netbooks, por exemplo, tiveram mais de 10 milhões de unidades vendidas em 2008. Para 2009, a estimativa é de que as vendas ultrapassem a marca de 18 milhões de unidades. Os celulares também continuam em alta, mesmo com a crise: em 2008, esse setor faturou 23 bilhões de dólares nos EUA. Neste ano, o setor deve crescer 2,6% em comparação com o mesmo período do ano passado.
Globalmente, as vendas de produtos eletrônicos devem saltar de 694 bilhões de dólares em 2008 para 724 bilhões de dólares em 2009. Pode não ser o melhor dos mundos, mas, de fato, mostra que os consumidores continuam interessados pelos gadgets. 
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