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01 de julho de 2009
mercado
Estratégias

Microsoft pode entrar na onda de demissões em meados de janeiro

Por PC World/EUA

Publicada em 06 de janeiro de 2009 às 15h30

São Francisco - Rumores dão conta que, pela primeira vez em sua história, companhia fará um corte formal em sua equipe em meados de janeiro.

Acompanhando as notícias sobre os impactos da crise mundial em todo o mundo, começaram a circular esta semana rumores de que a Microsoft estaria preparando o primeiro corte formal de pessoal de sua história. Os últimos comentários sugerem que a companhia deve anunciar a demissão de cerca de 15 mil funcionários o que, segundo uma fonte, seria anunciado no próximo dia 15 de janeiro.

Notícias de que a Microsoft estaria apertando o cinto não são novas e ela não é a única companhia a fazer isso. Em dezembro o Yahoo anunciou o corte de 10% de sua força de trabalho e há rumores de que a IBM também estaria planejando cortes. Mas é tentador especular eu os cortes planejados pela Microsoft são mais que uma resposta à crise, especialmente diante da perda de market share dos principais produtos da companhia nos últimos meses.

O Windows, por exemplo, enfrentou um período duro no final do ano. No início de dezembro, analistas anunciaram que a participação de mercado do sistema operacional estava abaixo de 90% pela primeira vez. Durante o período de férias, a participação caiu outro ponto percentual. Muitas destas máquinas foram trocadas por outras rodando o Mac OS X ou o Linux OS.

O Internet Explorer também vem perdendo mercado. Desde outubro do ano passado, sua participação caiu 3,1%. Em seu lugar entram rivais mais modernos, como o Firefox e o Google Chrome, percebidos pelos usuários como mais rápidos, seguros e aderentes e padrões do que o browser da Microsoft.

O domínio do mercado de sistemas operacionais vem sendo considerado como fundamental para a atuação da companhia em outras categorias, como a de produtividade. Mais recentemente, no entanto, empresas como a Salesforce.com e o Google surgiram como ameaça ao tradicional modelo de software no desktop ao oferecer seus aplicativos via web e tornando o Windows mais ou menos irrelevante.

Estas perspectivas combinadas com a previsão de que as vendas da Microsoft estarão abaixo das expectativas pela primeira vez desde 2000 certamente mostram tempos difíceis no horizonte da companhia de Redmond.

Neil McAllister, editor da PC World, de São Francisco

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