Positivo esclarece à CVM notícia sobre compra da empresa por Dell e Lenovo
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A Positivo Informática enviou um comunicado à Comissão de Valores Mobiliários, na tarde de segunda-feira (08/12), esclarecendo que sua relação com o banco UBS Pactual não está diretamente ligada à aquisição da empresa.
O comunicado formaliza uma resposta à notícia publicada no último sábado (06/12) pelo jornal O Estado de S. Paulo de que a chinesa Lenovo e a norte-americana Dell estão conduzindo negociações avançadas para a compra da Positivo.
De acordo com a notícia, que cita fontes ligadas às empresas, a Positivo teria contratado o UBS Pactual, que negociou a abertura de capital da fabricante de PCs em dezembro de 2006, para avaliar as propostas de venda.
"Esclarecemos que a Companhia tem um relacionamento de longo prazo com o UBS Pactual, que vem assessorando a Companhia a coordenar e organizar eventuais proposições feitas por terceiros, conforme já divulgado anteriormente pela Companhia a qual, sempre que conveniente ou instada, considera quaisquer operações de mercado que possam ser no interesse da mesma e de seus acionistas", diz o comunicado assinado por Ariel Leonardo Szwarc, Diretor de Relações com Investidores da Positivo.
Entretanto, o comunicado não desmente ou descarta propostas de aquisição. A Positivo finaliza o esclarecimento dizendo apenas que "não há qualquer ato ou fato relevante que deva ser divulgado ao mercado na forma da regulamentação em vigor."
A fabricante de Curitiba (PR), que lidera o ranking brasileiro de
fabricantes de PCs há quatro anos, registrou 13,2% de
participação no mercado total de PCs no terceiro trimestre deste ano, segundo informações da IDC Brasil. De acordo com o balanço referente ao terceiro trimestre deste ano, divulgado no início de novembro, a Positivo está avaliada em 478 milhões de reais. Na manhã desta terça-feira (09/12), a ação da Positivo é está em alta de 21,75% negociada a 7,50 reais.
A receita líquida da empresa no 3º trimestre totalizou 525,7 milhões de reais, o que revela um aumento de 36,1% em relação ao terceiro trimestre de 2007, mas uma queda de 4,4% na comparação com o segundo trimestre deste ano, quando a receita da companhia somou 548,8 milhões de reais.
O lucro da empresa no período somou 55 milhões de reais, uma queda de 6,5% em um ano. As ações da companhia sofreram uma desvalorização de quase 90% desde o início de 2008.


