Intel vê Brasil como terceiro maior mercado de PCs em 2009
Por Vinicius Cherobino, editor assistente do Computerworld
Publicada em 18 de novembro de 2008 às 16h26
Atualizada em 18 de novembro de 2008 às 16h46
São Paulo - Mesmo com a crise, o diretor geral da subsidiária brasileira, Oscar Clarke, diz que Brasil vai superar o Japão em mercado de PCs.
Apesar dos reflexos da crise financeira no Brasil e da
instabilidade do dólar, a Intel acredita que o Brasil vai se tornar o terceiro
maior mercado de PCs do mundo em 2009, superando o Japão.
“O Japão está oficialmente em recessão por dois trimestres.
Mesmo com o dólar instável, o Brasil está em posição para ser o terceiro maior
mercado de PCs do mundo já em 2009”,
disse Oscar Clarke, diretor geral da Intel.
Leia também:
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Atualmente, o Brasil é o quarto maior mercado do mundo, atrás
do Japão, da China e dos Estados Unidos. Em 2007, segundo a IDC, foram vendidos
269 milhões de computadores. No Brasil, diz o instituto, foram vendidos 10,7
milhões de computadores no ano, enquanto no Japão foram vendidos 13,9 milhões
de PCs.
Clarke ressaltou que, mesmo as conseqüências da crise ainda pouco claras, a Intel está preparada para tempos difíceis
por ter realizado uma grande reestruturação dois anos atrás, que culminou com a
demissão
de 10 mil funcionários e preparou a empresa “para tempos difíceis como
estamos vivendo hoje”.
Brasil pode ter
desabastecimento de PCs nas festas
Oscar Clarke garantiu que as redes varejistas não sentiram
queda na demanda por computadores, mas os fabricantes de PCs reduziram o ritmo
de compras por conta da instabilidade do dólar.
“Sabemos que há procura no varejo, mas estamos vendo uma
retração nas compras de componentes pelos fabricantes de PC. Se os varejistas e
os fabricantes não chegarem a um acordo, isso pode culminar em um
desabastecimento para o período de festas”, disse o executivo.
Clarke garantiu que o quarto trimestre é tradicionalmente forte em importação de componentes para computador por conta das festas de final de ano, mas, ainda assim, caiu a demanda por processadores. “O nosso crescimento no último trimestre vai ser menor do que o que registramos no primeiro e segundo”, disse o executivo, sem revelar números.
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