Na crise, CA aposta no mercado latino-americano para crescer

Fabio Barros, editor executivo do Computerworld*
17 de novembro - 10h56 - Atualizada em 17 de novembro - 13h29
São Paulo - Vice-presidente de vendas para a AL diz que região deve manter crescimento e diz que rivais terão que 'suar' para ter espaço.

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Antes mesmo da abertura oficial do CA World 2008 – que acontece entre os dias 16 e 19 de novembro, em Las Vegas (EUA) – o vice-presidente de vendas da companhia para a América Latina, Ken Arredondo, reuniu-se com a imprensa da região. O recado foi claro: a região vai continuar crescendo acima da média mundial e concorrentes como Borland e HP "terão que suar" para conquistar o espaço já ocupado pela companhia.

Arredondo não revelou números da companhia, mas disse que eles estão alinhados com as previsões divulgadas pelo Banco Mundial no início do ano. O mercado de TI na região deve fechar 2008 com crescimento de 13,8%, contra 5,7% da média global e deve chegar a 2012 com crescimento de 7%, contra os mesmos 5,7% mundiais.

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Sobre a saúde da CA, o executivo disse que o segundo trimestre fiscal de 2009, encerrado em setembro, apontou um crescimento de 4% sobre o mesmo período do ano passado, com faturamento de 1,107 bilhão de dólares. “Os bons resultados permitiram que a companhia recomprasse 250 milhões de dólares em ações no último período”, afirmou.

O otimismo de Arredondo tem motivo: de acordo com ele, a CA atua em áreas críticas para seus clientes. O foco na região serão os setores de gerenciamento, governança e segurança que, segundo a IDC, devem movimentar 42,8 bilhões de dólares este ano e chegar a 2012 com volume de 59 bilhões de dólares, crescendo a uma média de 8,4% ao ano.

“O impacto da crise será menor do que há vinte anos porque os países da região, com exceção do México, dependem menos do mercado norte-americano, e esta é uma crise norte-americana”, afirmou.

Sobre a concorrência de companhias como Borland e HP, Arredondo disse não estar preocupado. “Muitas empresas estão de olho em nosso espaço, mas com soluções pontuais, que podem criar mais problemas para nossos clientes ou com ofertas muito genéricas. Nós não vendemos hardware e esta crise está nos dando a possibilidade de fazermos o que fazemos melhor: aplicativos para gerenciamento de TI”.

* O jornalista viajou a Las Vegas, EUA, a convite da CA