Como será o próximo ano para as empresas de tecnologia?
Por Pedro Marques, editor assistente do IDG Now!
Publicada em 10 de novembro de 2008 às 07h00
Atualizada em 10 de novembro de 2008 às 08h03
São Paulo - Setores de serviços e de entretenimento não devem ser prejudicados. Mas eletrônicos de luxo e software sentirão desaceleração.
A crise global trouxe perspectivas pouco otimistas para a economia como um todo. A iminente recessão deve fazer com que os consumidores e empresas tirem o pé do acelerador e gastem com mais cautela em boa parte do próximo ano. Mas isso não quer dizer que o período vai ser tenebroso para a economia em geral - e mais especialmente para o setor de tecnologia, de acordo com consultores ouvidos pela reportagem do IDG Now!.
"De maneira geral, um desaquecimento afeta todos os setores e o aumento do dólar pode prejudicar alguns mercados que têm insumos importados. Mas a IDC não prevê um mercado (de tecnologia) menor em 2009", disse Reinaldo Roveri, gerente de pesquisas de Enterprise Solutions da IDC Brasil.
Segundo Roveri, o que deve acontecer é uma desaceleração nos gastos, com muitos "projetos postergados para o próximo ano". Uma parada geral, no entanto, não está no horizonte. "As empresas não podem parar de funcionar. Muitos projetos que já estavam no meio são mais caros de serem cancelados do que finalizados", disse o consultor.
Ele destaca ainda que os últimos meses de 2008 não serão tão ruins como se pensava. "A grande expectativa envolve os meses de novembro e dezembro. Por um lado temos grandes forças inibidoras, como a variação da taxa de câmbio e o nível de conservadorismo das empresas", disse. "Do outro, temos a necessidade das empresas de gastar seus orçamentos. Como elas prevêem uma desaceleração, é provável que elas corram para comprar o máximo possível para usar em 2009."
Ordem é economizar
Nesse cenário, quem sai na frente são as empresas de serviços e de soluções voltadas a reduzir gastos. "Todas as tecnologias que contribuem para uma redução de custo, como sistemas de virtualização, voz sobre IP e softwares de análise de risco, saem na frente", disse o analista da IDC
A consultora de tecnologia Amyris Fernandes ecoa a opinião do colega. "O setor de prestação de serviços vai ter um grande valor e vai ser mais apreciado daqui para frente", disse ela. "De uma maneira geral, o setor de software, sofrerá uma redução. Hoje em dia, todo mundo tem tecnologia suficiente dentro de casa. O negócio agora é aproveitar melhor a base instalada", afirmou.
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