Crise global provoca onda de demissões em empresas de tecnologia
Por Pedro Marques, editor assistente do IDG Now!
Publicada em 06 de novembro de 2008 às 19h51
Atualizada em 17 de novembro de 2008 às 13h30
São Paulo - Empresas como AMD, Nokia e Nortel dispensam centenas de funcionários em resposta à recessão que atinge a economia americana.
Os últimos meses de 2008 estão sendo particularmente ruins para as empresas de tecnologia. Com o agravamento da crise global e de uma conseqüente escassez de crédito no mercado, muitas empresas estão revendo suas estratégias e tomando medidas para cortar custos - medidas que, quase sempre, resultam em demissões em massa.
A vítima mais recente das condições ruins do mercado foi a AMD. A empresa anunciou nesta quinta-feira (06/11) que vai demitir mais 500 empregados. É o segundo corte do ano. No primeiro, 1,6 mil funcionários foram demitidos.
Para Reinaldo Roveri, gerente de pesquisas de Enterprise Solutions da IDC Brasil, as demissões são "medidas cautelares". "Existem muitos fatores que confirmam a previsão de que a economia norte-americana, onde estão os grandes compradores do mundo, vai desacelerar e até mesmo estagnar", disse o consultor. Por isso, "é natural que essas empresas busquem medidas cautelares para obterem resultados positivos a curto médio prazo", afirmou o consultor.
É o caso da Nokia, maior fabricante de celulares do mundo, que anunciou na terça-feira (04/11) a demissão de 600 funcionários e a reestruturação da unidade de pesquisa e desenvolvimento. De acordo com a empresa, as mudanças já estavam previstas. No total, a empresa tem aproximadamente 123 mil funcionários.
Na semana passada, a Electronic Arts divulgou seus resultados trimestrais e um prejuízo de 310 milhões de dólares no período. Por causa do desempenho considerado abaixo das expectativas, 540 funcionários serão dispensados.
A Symantec foi outra empresa a alegar dificuldades financeiras para justificar demissões em massa. Segundo o Chief Finance Officer (CFO) da empresa, James Beer, a empresa vai reduzir seus gastos com folha de pagamento em 4,5% . O númeroe exato de demissões será notificado em novembro e vão atingir todos os países em que a empresa de segurança atua.
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