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20 de setembro de 2009
mercado
Estratégias

Alta do dólar: ainda dá tempo de comprar eletrônicos sem reajuste

Por Pedro Marques, editor assistente do IDG Now!

Publicada em 06 de novembro de 2008 às 07h00
Atualizada em 17 de novembro de 2008 às 14h35

São Paulo - Segundo Antonio Evaldo Comune, coordenador do Índice de Preços ao Consumidor da Fipe, preços devem subir antes do Natal.

crise_dolar_88.jpgQuem está pensando em comprar aparelhos eletroeletrônicos e de tecnologia neste fim de ano não deve esperar demais. Os preços desses produtos ainda não foram afetados fortemente pela alta do dólar registrada nos últimos meses. Mas essa situação não deve durar até novembro, de acordo com o professor Antonio Evaldo Comune, coordenador do Índice de Preços ao Consumidor da Fipe (IPC-Fipe). "Aposto na alta dos produtos eletrônicos", disse ele, em entrevista ao IDG Now!.

"Por enquanto, a alta da moeda norte-americana foi de cerca de 30% e ainda não repercutiu" nos preços dos aparelhos, afirmou o professor. Segundo ele, "isso só vai começar a aparecer quando as empresas fizerem compras com o novo dólar", o que deve acontecer em dezembro, de acordo com as expectativas de Comune.

"Para o Natal, os preços muito provavelmente vão subir. Para quem pretende adquirir um eletrônico neste fim de ano, dou o seguinte conselho: compre agora, porque a tendência é pagar mais caro depois", afirmou o professor. Agora, se o consumidor não tem o dinheiro para fazer a compra à vista, Comune aconselha a esperar e procurar lugares que vendam a prazo e com juros mais baixos.

Comune evitou fazer previsões sobre de quanto será o aumento nesse setor. Segundo ele, o dólar subiu cerca de 30%, mas isso não quer dizer que o valor será totalmente repassado aos consumidores. "O repasse depende muito de negociação. No exterior, o preço desses produtos está caindo, por causa da queda na demanda. Então, dependendo da negociação (entre comerciantes brasileiros e estrangeiros), o repasse não seja de 30%. Mas que deve aumentar, deve."

Empresas já sobem preços
Apesar de a onda de aumentos ainda não ser generalizada, alguns produtos já estão mais caros. A Positivo Informática reajustou seus produtos em 15%, assim que a crise global estourou. Segundo Ariel Leonardo Szwarc, vice-presidente financeiro da Positivo, a companhia "reajustou seus preços em torno de R$100 em outubro e fará novo reajuste no preço final ao consumidor variando de R$ 100 a R$ 200, em novembro".

O executivo afirmou ainda que, "graças ao porte da empresa e proteções financeiras em relação à variação do dólar, não foi necessário o repasse integral assim que o real desvalorizou, sendo possível um gerenciamento gradual dos aumentos."

Os notebooks da série Inspiron 1525, da Dell, que no começo de outubro custavam 2.200 reais em uma configuração padrão (processador Intel Core 2 Duo, já estão valendo 2.400 reais, um aumento de quase 10%. Contatada pela reportagem, a empresa, no entanto, se recusou a informar sua política de preços para o Brasil.

Procuradas pela reportagem, Semp Toshiba e Sony também não informaram se houve alteração nos preços cobrados. A HP informa que, até o momento, a tabela de preços não foi reajustada.


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