São Paulo sediará fábrica de semicondutores de R$ 2 bilhões
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Com investimento previsto de 2 bilhões de reais, a fábrica começa a ser construída em meados do próximo e deve iniciar as operações em até 2 anos e meio. A planta deve gerar 700 empregos diretos. “Serão empregos altamente qualificados, para engenheiros especializados em materiais avançados”, disse o professor Newton Lima Neto, prefeito de São Carlos.
A cidade disputou com Recife e Rio de Janeiro para ser escolhida como sede do projeto, conforme antecipou o Computerworld em janeiro deste ano. A presença de grupos de pesquisa ligados à Universidade Estadual Paulista (Unesp), que fica em Araraquara, cidade vizinha, foi determinante para a decisão.
“O ambiente tecnológico da cidade e os recursos humanos altamente qualificados pesaram a nosso favor”, justificou o prefeito.
Serão fabricados na planta chips de memória ferroelétrica, usados em “cartões inteligentes” como bilhetes de transporte público, telefonia celular e movimentações bancárias.
Segundo Ricardo Castelo Branco, diretor comercial da joint venture, o Brasil importa hoje cerca de 7 bilhões de chips deste tipo ao ano. A fábrica deve iniciar as operações com uma produção mínima anual de 100 milhões de chips.
Graças à política industrial do governo brasileiro para incentivar a produção local de semicondutores, a companhia será isenta de todos os impostos federais. “Vamos começar atuando no mercado interno, com preços competitivos. No futuro, planejamos exportar para os Estados Unidos”, revela Branco. A projeção inicial de faturamento é de 100 milhões de dólares ao ano.


