Dados sobre acelerador demorarão meses até chegarem aos cientistas

IDG News Service/França
10 de setembro - 13h32 - Atualizada em 15 de março - 12h49
Paris - Ainda que Large Hadron Collider tenha sido ligado nesta 4ª, cientistas esperarão meses até que análises sobre teorias físicas sejam feitas.

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O primeiro disparo dentro do Large Hadron Collider (LHC) nesta quarta-feira (10/09) deverá levar meses para se traduzir em dados que os cientistas do Conselho Europeu para a Pesquisa Nuclear (CERN) consigam usar, segundo Lyn Evans, líder do projeto que ocupa uma área de mais de 8 quilômetros na divisa entre França e Suíça.

A equipe responsável pelo projeto ligou o aparelho, que consiste em um túnel circular com 27 quilômetros de circunferência por onde prótons serão acelerados em sentido contrário com 99,9999991% da velocidade da luz, na manhã desta quarta e, em poucas horas, os cientistas conseguiram completar o primeiro experimento com o feixe de prótons.

Com o equipamento, o CERN pretende recriar as condições do Big Bang para comprovar a existência física de partículas que compõem o espaço cogitadss apenas na teoria.

"Pode ter parecido bem fácil para você, mas ficou parecendo fácil pela qualidade do equipamento, a qualidade do software e a qualidade das pessoas", afirmou Evans.

O primeiro marco chegou antes do esperado, segundo Rüdiger Schmidt, líder do time de engenharia de hardware do LHC.

"Foi realmente surpreendente que completamos a primeira volta dentro de duas horas. Não esperava isto. Tudo tinha que estar alinhado para próximo de 0,1 milímetro", explica.

Ainda que o primeiro teste tenha ido bem, o LHC ainda não está pronto para o trabalho. No final da quarta, os cientistas planejam testar o segundo feixe de particular, que rodarão pelo aparelho na direção oposta.

O teste foi atrasado por problemas com o sistema criogênico que gela o sistema de ímãs do aparelho com temperatura de 271 graus Celsio negativos.

"O LHC é seu próprio protótipo, o que torna difícil julgar por quanto tempo levará até que nós entendamos suas capacidades. Dentro de alguns meses, deveremos estar operando (o aparelho) para testar teorias físicas", explica Evans.

Neste ponto, o LHC começará a testar não apenas a teoria física, mas também práticas de armazenamento de dados, já que os detectores gerarão cerca de 20 Petabytes de dados por ano.

Cientistas ao redor do mundo, então, examinarão os dados para analisar as esperadas colisões de partículas.

Peter Sayer, editor do IDG News Service, de Paris.