Dell negocia com integradores para vender fábricas, afirma WSJ

IDG News Service/Japão
05 de setembro - 09h30 - Atualizada em 05 de setembro - 09h31
Tóquio – Fontes próximas à fabricante afirmam ao Wall Street Journal que Dell negocia com integradores para venda de algumas fábricas.

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A fabricante Dell está tentando vender algumas das suas fábricas de PCs pelo mundo, reportou o jornal The Wall Street Journal nesta sexta-feira (05/09).

A companhia se aproximou de fabricantes por contrato durante os últimos meses oferecendo a venda das fábricas, afirmou o jornal citando "fontes familiares com a questão".

Fabricantes por contrato são companhias que se especializam em fazer produtos eletroeletrônicos sob encomenda e são parte vital da indústria.

Uma grande porcentagem dos bens do setor vendidos por marcas bastante conhecidas são feitos por estas empresas, muitas baseadas na China e Taiwan.

A Dell afirmou em março deste ano que planejava reorganizar suas operações de fabricação como parte de um plano mais amplo para aumentar sua eficiência e atingir economias de até 3 bilhões de dólares nos próximos três anos.

Na época do anúncio, a empresa afirmou que planejava fechar uma fábrica em Austin "como parte de um compromisso maior de sua rede de fabricação e logística online".

A Dell atualmente opera fábricas no Brasil, China, Índia, Irlanda, Malásia, Polônia e Estados Unidos.

A venda de alguma delas representaria uma grande mudança na maneira como a Dell faz negócios. A fabricante se fortaleceu oferecendo desktops baratos diretamente para consumidores montados por encomenda.

O processo ajudou a eliminar estoques de micros não vendidos e maximizou o inventário da empresa.

No entanto, o mercado mudou nos últimos anos para laptops, que são mais difíceis de customizar pelo espaço mais apertado.

O setor vem sofrendo ainda mais pressão pela explosão de popularidade dos ultraportáteis, vindos principalmente de companhias de Taiwan como a Asus e a MSI.

Nesta quinta-feira, a Dell oficializou seu ultraportátil, o Inspiron Mini 9, que tem tela de 8,9 polegadas e roda Windows ou Ubuntu.

Martyn Williams, editor do IDG News Service, do Japão