De startup a gigante da internet: confira a linha do tempo do Google
Por Guilherme Felitti, editor-assistente do IDG Now!
Publicada em 05 de setembro de 2008 às 17h50
Atualizada em 08 de setembro de 2008 às 12h08
Base na Lua e Gmail (1º de abril de 2004) - Em primeiro de abril de 2004, o Google fazia dois anúncios: um serviço de e-mails com 1 GB de armazenamento e seus planos para montar uma base lunar.
Presença tradicional nas pegadinhas de 1º de abril (lembra-se da banda larga pela privada ou da bebida Google Gulp?), o Google confundiu o mercado apresentando um serviço com armazenamento muito acima dos meros Megabytes oferecidos por rivais. Ao contrário da base lunar, o Gmail era verdade.
Finalmente, o IPO (19 de agosto de 2004) - Com os crescentes resultados financeiros alimentados pelo setor de publicidade online, o Google começou a ser fortemente pressionado tanto pelos investidores como pelo mercado a se abrir e vender ações.
Para não colocar em risco à sua tradicional centralização, o Google bolou um esquema em que, mesmo com a venda das ações para "sócios", as ordens finais eram dadas todas pelo triunvirato.
No maior IPO da história do Vale do Silício, os papéis do Google foram oferecidos a 85 dólares e, quatro anos depois, valem cerca de 450 dólares, depois de atingirem 700 dólares no começo do ano.
A febre de mapas (27 de outubro de 2004) - A febre dos mapas digitais começou a tomar forma em 27 de outubro de 2004, quando o Google desembolsou uma quantia não revelada pelo Keyhole, companhia de mapas digitais.
A Keyhole foi responsável por dois dos produtos de maior sucesso do Google: o Maps, lançado no começo de 2005, e o Earth, oficializado em junho do mesmo ano. Além de ser responsável pela febre de mashups online, os mapas digitais do Google deram um passo além com o Street View, que mostra os caminhos com fotografias.
Escritório em São Paulo (novembro de 2005) - Dez anos depois da dupla de fundadores se conhecer, o Google estende suas operações para a América Latina, abrindo quase que consecutivamente escritórios em São Paulo e na Cidade do México.
No Brasil, o primeiro empregado é Émerson Calegaretti, que depois sairia do Google e assumiria a presidência do MySpace Brasil. Para comandar a operação brasileira, assume Alexandre Hohagen, executivo do setor de TV a cabo que exercia o papel de diretor geral da HBO Brasil.
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