Análise: jovem Google enfrenta o desafio de ser uma grande corporação
Por IDG News Service/EUA
Publicada em 05 de setembro de 2008 às 21h40
Atualizada em 07 de setembro de 2008 às 12h30
Nova York - Ao completar sua primeira década, face inovadora e autônoma da estrutura do Google sofre conseqüências do seu crescimento desordenado.
Agora que chega à marca dos dez anos, o Google enfrenta complexidades culturais e desafios que acompanham a transição de uma startup em um gigante corporativo.
Em seus primórdios, o Google era capaz de fazer chover no Vale Silício porque era uma pequena empresa com uma grande idéia. Sem ter que carregar a pesada burocracia de grandes companhias como a Microsoft, o Google conseguiu suporte em torno de sua ferramenta de buscas e do modelo de negócios em publicidade online para crescer rapidamente e de forma perspicaz tornar-se a operação bilionária que é hoje.
Entretanto, com este crescimento rápido e um estrondoso sucesso também carrega um lado negro. A empolgação com a tecnologia desafiadora e a cultura colegial que os fundadores Sergey Brin e Larry Page criaram na companhia, sediada na Califórnia, fez do Google o lugar mais legal para se trabalhar por muitos anos. No ultimo ano, entretanto, o nirvana no vale do Silício começou a mostrar algumas rachaduras, com a saída de executivos que integravam o cérebro da operação e histórias de insatisfação de funcionários gerando altos e baixos na cultura corporativa da empresa.
Agora, ao completar 10 anos neste domingo, dia 7 de setembro, o Google tem entre seus maiores desafios continuar estimulando a inovação tecnológica mantendo o calibre dos talentos que as startups podem atrair mesmo que a empresa comece a se parecer muito mais, tanto em tamanho como em cultura, com uma Microsoft ou uma IBM.
"A seriedade afeta todas as organizações e inevitavelmente afetará o Google”, diz Charles O'Reilly, professor de administração da Graduate School of Business da Universidade de Stanford. "A questão é se eles lidarão com isso de uma forma produtiva ou se farão alguma tolice."
Pouco mais de um ano atrás, o Google começou a experimentar a sobrecarga cerebral que ocorre quando uma startup torna-se uma corporação e muito da inteligência criativa começa a deixar o projeto rumo a oportunidades maiores e melhores – ou até para fundarem suas próprias startups.
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