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29 de setembro de 2008

Ex-funcionária da Microsoft enfrenta prisão por fraude em domínios

Por IDG News Service/EUA
Publicada em 21 de julho de 2008 às 10h10

São Francisco - Carolyn Gudmundson cometeu diversas fraudes contra a empresa, superfaturando domínios que pagava com seu cartão de crédito.

A funcionária que antes era responsável pelo gerenciamento dos nomes de domínios na internet da Microsoft foi condenada a pagar aproximadamente dois anos na prisão por fraudar a companhia em 1 bilhão de dólares em tarifas de registros falsos.

Carolyn Gudmundson, 46 anos, que era gerente de programas na divisão do MSN na Microsoft, declarou culpa em janeiro por ter usado sua posição dentro da empresa para dar uma série de golpes entre 2000 e 2004.

Na sexta-feira (18/07), ela foi julgada e condenada a pagar 22 meses de prisão, seguida de três meses de liberdade assistida e também será obrigada a pagar 923,64 mil dólares de indenização à empresa.

De acordo com a corte, Carolyn usava seu cartão corporativo da American Express para pagar por nomes de domínios, mas apresentava contas com valores superfaturados à Microsoft .

Ela também cobrou a Microsoft por nomes de domínios já registrados pelo serviço de viagens online Expedia.

Em outra ação, ela convenceu um fornecedor da Microsoft, a Marksmen, a enviar cheques em seu nome na Microsoft, argumentando que eles seriam usados para pagar um funcionário da Microsoft, G.M. Lossman, pela transferência de domínios de controle da Microsoft. Esses cheques foram encontrados na conta bancária da mãe da executiva, de acordo com o departamento de justiça norte-americano.

Em seu julgamento, a justiça dos EUA sugeriu que a sua condenação servisse de exemplo. “Outros funcionários que têm oportunidades similares de colocar as mãos em questões corporativas precisam entender que a sociedade encara esse tipo de crime de forma muito séria”, afirma o juiz do distrito, Ricardo Martinez.

A profissional também se envolveu em um episódio em 1999, quando 60 milhões de usuários foram afetados. A interrupção no serviço do Hotmail aconteceu quando o domínio do passport.com, cujo acesso precisava ser feito pelo Hotmail, não foi renovado.

Robert McMillan, editor do IDG News Service, de São Francisco

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