Como será o futuro da Microsoft sem o fundador Bill Gates?
Por Daniela Moreira, editora assistente do IDG Now!*
Publicada em 23 de junho de 2008 às 07h00
Atualizada em 23 de junho de 2008 às 09h38
São Paulo - Gates se aposenta no momento em que a companhia enfrenta um dos maiores desafios da sua história: vencer na nova economia da internet.
Em poucos dias, Bill Gates deixará o cotidiano da empresa que fundou há mais de 30 anos. A hora de sua partida não poderia ser mais decisiva para a companhia.
Depois de reinar absoluta durante toda a era em que a computação esteve centrada no desktop, a Microsoft vive um momento crítico: a transição para um mundo totalmente voltado à internet, no qual o sistema operacional, que garantiu a sua sobrevivência e supremacia durante todos esses anos, já não é mais a peça-chave do jogo.
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Quando anunciou sua saída, dois anos atrás, Gates não poderia prever que se aposentaria exatamente após a investida de 47,5 bilhões de dólares da sua empresa sobre o concorrente Yahoo fracassar. O fato fez com que o mercado questionasse a capacidade da empresa de rivalizar com o cada vez mais poderoso Google - arquiteto da nova economia da web e maior oponente da história da Microsoft.
Gates não vai abandonar por completo a origem de toda sua fama e fortuna. No dia-a-dia, ele se dedicará à organização filantrópica Fundação Bill e Melinda Gates, mas continuará como conselheiro tanto na administração da companhia quanto em projetos de produtos.
Porém, oficialmente, o futuro da Microsoft está nas mãos de dois principais líderes que permanecerão na companhia: Steve Ballmer, amigo de longa data de Gates e Chief Executive Officer (CEO) desde 2000, e Ray Ozzie, que ocupa a função de Chief Software Architech.
A estratégia de Ballmer para entrar com força na arena da publicidade online por meio de uma grande aquisição - focada mais em representatividade e tráfego, e menos em tecnologia – foi frustrada.
O próprio CEO declarou em recente entrevista ao Financial Times que a Microsoft não partirá para uma corrida à compra de empresas de internet de menor porte para substituir a perda do Yahoo.
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