HP compra EDS por US$ 13,9 bilhões
Notícias Relacionadas
A HP fechou nesta terça-feira (13/05) a compra da provedora de serviços EDS por 13,9 bilhões de dólares - ou 25 dólares por ação.
O acordo foi aprovado pelos conselhos das duas empresas e deve ser concluído até a metade deste ano. Segundo a HP, a compra vai mais que dobrar sua receita em serviços, que foi de 16,6 bilhões de dólares no ano fiscal de 2007.
Veja a cobertura completa:
> Análise: Por que a HP quer a EDS?
> VP da EDS diz que fusão é positiva
> Compra pode gerar demissões
A operação irá reforçar a posição da HP para competir com a IBM, cuja divisão Global Technology Services há muito tem sido um forte gerador lucro para a empresa.
"Vejo isso como uma tentativa por parte da HP de realmente competir com a IBM de forma muito mais significativa, especialmente em serviços de TI e outsourcing", disse Dana Stiffler, diretora de pesquisa da AMR Research.
No entanto, mesmo após a fusão, a receita combinada das empresas em serviços globais ficaria 10 bilhões de dólares abaixo dos valores projetados pela IBM no segmento em 2007, destacou ela.
O mercado mundial de serviços movimentou 748 bilhões de dólares em 2007, um aumento de 10,5% sobre o ano anterior, segundo o Gartner. A IBM liderou o setor, com 54 bilhões de dólares em receita, seguida pela EDS (22 bilhões de dólares em receita). A HP faturou 17 bilhões de dólares e ficou em quinto lugar no mercado, atrás da Accenture e Fujitsu.
++++
A área de serviços da HP gerou 16% da receita de 104,3 bilhões de dólares da empresa no ano passado, enquanto metade da receita da IBM vem de serviços.
A EDS faturou 22,1 bilhões de dólares no ano fiscal de 2007 e teve lucro de 716 milhões de dólares (contra 470 milhões de dólares em 2006). A empresa tem 139,9 mil funcionários no mundo todo, enquanto a HP encerrou o ano fiscal com 172 mil funcionários.
A operação irá reforçar os serviços da HP em algumas áreas, mas não em outras. A EDS dará um impulso à HP em serviços personalizados e gestão das infra-estruturas de serviços, mas nem tanto na gestão de aplicações de prateleira como Oracle e SAP, Stiffler disse.
"Outra coisa que [a aquisição] não dará à HP é uma forte presença em consultoria empresarial", ela acrescentou.
A compra faz sentido para a EDS, segundo a analista. Para ela, a empresa pode ter mais foco e tornar-se uma competidora mais viável no mercado.
Procuradas pela reportagem, as subsidiárias da HP e da EDS no Brasil não se pronunciaram a respeito do impacto da negociação no Brasil.


