BNDES, acionista da Telemar, apóia negócio e libera R$ 2,5 bilhões
São Paulo - Banco diz que, com a fusão, cria-se uma nova competidora com rede nacionalmente integrada, aumentando a concorrência.
A diretoria da empresa de participações do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDESPAR) divulgou comunicado dizendo que apóia a operação de reestruturação do controle da Telemar Participações e liberou 2,569 bilhões de reais para a conclusão do negócio.
Segundo o banco, a reestruturação societária será decisiva para a consolidação de duas operadoras, a Oi e a Brasil Telecom, que resultará na criação de um grupo com escala eficiente, estratégia empresarial alinhada e com capacidade de crescimento e porte para competir internacionalmente no setor de telecomunicações.
O BNDES acredita que, com a fusão, cria-se uma nova competidora com rede nacionalmente integrada em telefonia celular e em transmissão de dados, aumentando a concorrência no mercado brasileiro, em benefício dos consumidores e usuários. É claro que tudo isso dependerá da aprovação de mudanças regulatórias pela Anatel, após amplo processo de audiência pública e de discussão com a sociedade.
Por meio de sua subsidiária BNDESPAR, o BNDES já é acionista da companhia desde sua criação, em 1999, constituída com a privatização do grupo Telebrás. É na sua condição de sócio do empreendimento que apóia o processo de reestruturação.
O apoio do Banco, portanto, configura operação típica do processo de gestão de participações acionárias da BNDESPAR. Ao final do processo, a empresa do BNDES passará a deter 16,89% do capital da companhia, inferior aos atuais 25%. Além disso, a presença do Banco na operação constitui oportunidade de valorização e geração de liquidez para a companhia e, em decorrência, para o investimento da BNDESPAR.
A garantia do BNDES é de que o banco não vai usar recursos do Fundo de Amparo do Trabalhador (FAT), nem outras fontes de recursos institucionais no processo de mudança societária da Telemar, por ser operação de renda variável.
Portanto, a instituição diz que esse apoio em nada comprometerá a capacidade de crédito do BNDES para novos projetos de investimento em infra-estrutura e na indústria. O objetivo da BNDESPAR, segundo o próprio banco, é fortalecer empresas brasileiras, sua capacidade de crescer, inovar e melhorar sua governança.
A operação resultará na saída de três grupos acionistas da holding, Asseca (GP Investimentos), Lexpart (Citibank e Opportunity) e Alutrens (Banco do Brasil e seguradoras privadas), bem como na cisão parcial da TmarPART de modo a que a participação na Contax, atualmente controlada pela TmarPART, seja segregada em uma nova empresa.
A participação da BNDESPAR prevê subscrição de 1,239 bilhão de reais em ações preferenciais nominativas resgatáveis, emitidas pela TmarPART. Com esses recursos, a holding adquirirá as participações da Lexpart e da Alutrens na Telemar Participações, equivalentes a 10,275% e 10%, respectivamente.
Além disso, a BNDESPAR vai subscrever valores mobiliários no total de 1,330 bilhão de reais, emitidos por AG Telecom (do grupo Andrade Gutierrez) e LF TEL (do grupo La Fonte).
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