China Mobile tenta convencer Apple a mudar modelo de negócio do iPhone
Por Computerworld/EUA
Publicada em 14 de abril de 2008 às 16h25
Atualizada em 15 de abril de 2008 às 15h48
Framingham - Modelo de divisão de receita mensal de assinaturas de serviço impediu que a operadora fechasse negócio com a Apple.
O modelo de divisão de receita de assinaturas de serviço, no qual o iPhone se baseia, é a principal razão para que a China Mobile Communications ainda não tenha negociado a venda do celular com a Apple, segundo o CEO da maior provedora de serviços móveis da , Wang Jianzhou.
Jianzhou disse a jornalistas, no sábado (12/04), que o atual modelo de negócio da Apple, no qual operadoras devem dividir a receita de assinaturas de serviço mensais com a fabricante do iPhone, impediu que as duas empresas firmassem uma parceria.
Mas o CEO da não descartou a possibilidade de um futuro acordo. “Nossas portas continuarão abertas enquanto houver demanda pelo produto”, ele disse durante uma conferência no sul da , segundo divulgou o jornal Xinhua.
Há rumores de que a China Mobile e a Apple tenham iniciado uma negociação, mas a operadora chinesa desistiu de fazer uma acordo em janeiro, devido à insistência da Apple em cobrar uma taxa de 20% a 30% sobre a receita mensal das assinaturas de serviços dos usuários de iPhones.
A Apple afirmou repetidas vezes que lançará o iPhone no mercado asiático até o final de 2008, mas até agora não especificou em qual país o smartphone estará disponível no segundo semestre.
Segundo Ezra Gottheil, analista da Technology Business Research, a Apple recebe mensalmente entre 10 e 18 dólares por usuário de iPhone, em virtude do tipo de acordo que mantém com as operadoras.
A China Mobile tem ganhado cerca de 6 milhões de novos usuários por mês, e hoje essa base conta com um total de 380 milhões de assinaturas.
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