Pólo de Manaus tem prejuízo de US$ 100 milhões com greve da Receita
Por Redação do Computerwold*
Publicada em 07 de abril de 2008 às 19h06
Atualizada em 07 de abril de 2008 às 19h07
Manaus - Pelo menos, 2,5 mil trabalhadores estão sem matéria-prima para fazer suas tarefas e 11 fábricas estão paradas.
A matéria-prima parada nos centros alfandegários do porto e do Aeroporto Internacional de Manaus, aguardando fiscalização, por conta da greve dos auditores fiscais da Receita Federal, faz com que a indústria local amargue um prejuízo de 100 milhões de dólares. É o que afirma o presidente do Sindicato das Indústrias de Aparelhos Elétricos, Eletrônicos e Similares do Amazonas (Sinaees), Wilson Périco.
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A mercadoria está parada desde o início da greve dos auditores, deflagrada no dia 18 de março. Segundo Périco, a paralisação pode ter como conseqüência o impedimento da entrada e da ampliação de investimentos estrangeiros no país.
O presidente do Sinaees disse que, pelo menos, 2,5 mil trabalhadores estão sem matéria-prima para realizar suas atividades, o que, por sua vez, causou a interrupção dos trabalhos nas linhas de produção de 11 fábricas no Pólo Industrial de Manaus (PIM).
"Nossa preocupação no momento não é só quanto ao prejuízo financeiro das empresas, mas também quanto ao prejuízo social para os trabalhadores e também para o país, que pode ter sua credibilidade afetada para atração ou ampliação de investimentos", disse Périco. Grande parte dos insumos necessários às linhas de produção do Pólo de Manaus são de origem estrangeira.
Périco ressaltou que a solução para o fim da greve dos auditores é esperada com ansiedade em função da proximidade com o Dia das Mães. A data é importante para o comércio e costuma ser responsável pela geração de postos de trabalho no setor industrial. Hoje, trabalham no pólo 400 empresas que, em 2008, devem ter faturamento de 28 bilhões de dólares.
"Quem está arcando com esse greve é a sociedade com os investimentos que deixam de ser feitos e os empregos que deixam de ser gerados por esses investimentos, principalmente no Pólo Industrial de Manaus. Por isso, aguardamos com muita expectativa que o governo federal tenha o bom senso de conduzir o assunto e minimizar os impactos dessa greve para a sociedade", complementou.
O presidente do Sindicato Nacional de Auditores Fiscais da Receita Federal (Unafisco), no Amazonas, Paulo Sérgio Souza, justificou que a greve só foi desencadeada porque o governo federal não cumpriu as negociações iniciadas em 2007 sobre os ajustes salariais.
"Os auditores fiscais não desejavam a greve, mas como o governo não cumpriu a promessa feita de valorização da categoria por meio dos ajustes salariais, decidiu-se pela greve. Essa é a maneira que temos para fazer com que o governo cumpra o que nos prometeu", destacou.
De acordo com o sindicato da categoria, somente 30% dos auditores estão trabalhando no Amazonas, para manter o mínimo dos serviços essenciais determinado por lei. Dados da Receita Federal mostram que 12 mil auditores estão ativos no Brasil, sendo 175 lotados no Amazonas.
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