Fusão de sete empresas de software de gestão dá origem a Virtus
Por Taís Fuoco, editora do Computerworld
Publicada em 06 de março de 2008 às 18h55
Atualizada em 07 de março de 2008 às 15h36
São Paulo - Companhia nasce com receita somada de R$ 80 milhões e pretende agregar pelo menos três novas empresas ao grupo até o final do ano.
Sete companhias brasileiras de software de gestão de TI anunciaram hoje (06/03) sua fusão para a criação da Virtus. Antes mesmo que a integração entre elas esteja completa, algo previsto para um período de dois anos, elas pretendem agregar pelo menos mais três empresas ainda este ano.
As companhias que se uniram, e cujas marcas passam a figurar apenas em produtos, são Automatos, Dedalus, Trellis, Intelekto, Biosalc, Visionnaire e Volans. Juntas, elas tiveram um faturamento da ordem de 80 milhões de reais no ano passado, segundo André Fonseca, que veio da Automatos e assumiu a presidência da nova companhia.
A Virtus nasce com cerca de 800 profissionais e uma carteira de 1 mil clientes, entre os quais Vivo, Oi, Carrefour, Nestlé, Embraer e Gol. Segundo Fonseca, o controle é pulverizado - ninguém tem participação majoritária - entre os três investidores institucionais, que são Intel Capital, Ideiasnet e SPTec. O grupo de empreendedores - algo como 20 - tem um compromisso em contrato de não deixar a companhia em um período de dois anos.
De acordo com o executivo, a idéia nasceu dentro da Automatos como uma opção de crescimento no mercado mundial de gestão de TI. "A atual fragmentação da indústria brasileira de software gera carência de recursos, baixo investimento e esse cenário gera e perpetua a fragmentação", afirmou, em encontro com a imprensa. "O relativo insucesso do Brasil na exportação de software pode estar nessa fragmentação", completou.
Oferta ampliada
"Não é uma fusão de iguais, de empresas que fazem a mesma coisa", salientou Fonseca. "O viés é o de completar a oferta e o resultado será uma gama nova de softwares e serviços", afirmou. Por isso, ele informou que não deve haver corte de pessoal, apenas a eliminação das redundâncias.
O mercado-alvo, de acordo com o executivo, é o conjunto de cerca de 17 mil empresas de médio e grande portes. Em um primeiro momento, no entanto, elas querem "crescer dentro da base" com a oferta ampliada.
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