Positivo é a décima maior fabricante de desktops do mundo
Por Daniela Moreira, repórter do IDG Now!
Publicada em 21 de fevereiro de 2008 às 16h48
Atualizada em 21 de fevereiro de 2008 às 18h45
São Paulo - Fabricante supera marca de 1 milhão de PCs vendidos no Brasil e entra para o ranking dos dez maiores fornecedores do mundo da IDC.
Com vendas de 1,389 milhão de computadores no último ano, a Positivo Informática assumiu o décimo lugar no ranking mundial de fabricantes de desktops em 2007, segundo a consultoria IDC. A companhia faturou 2,092 bilhões de reais no último ano (um salto de 54,3%) e registrou lucro líquido de 254,2 milhões de reais, um aumento de 66,3% em relação a 2006.
A empresa foi a primeira a ultrapassar vendas de 1 milhão de desktops no País, superando multinacionais como HP, Lenovo e Dell. Ao todo, a companhia vendeu 1,149 milhão de computadores de mesa, um crescimento de 45,7% ano-a-ano - acima da média do mercado brasileiro, que foi de 38%.
Na área de notebooks, o crescimento também foi expressivo. As vendas saltaram de 45,6 mil unidades em 2006 para 239,3 mil em 2007, um crescimento porcentual de 439,3%, suficiente para dar à fabricante nacional - que já era líder em desktops - a liderança na venda de equipamentos portáteis no Brasil.
Apesar do expressivo volume de vendas e do importante posicionamento no ranking global de fornecedores, a possibilidade de expandir os negócios no exterior ainda é uma alternativa que está sendo estudada pela empresa. “O principal motivo é que o Brasil ainda está crescendo muito”, explica Hélio Rotenberg, presidente da companhia.
Para Reinaldo Sakis, analista de mercado da IDC Brasil, a empresa teria fôlego para explorar o mercado latino-americano de computadores, aproveitando as vantagens de acordos regionais, como o Mercosul. “Pelo tamanho, eles já teriam condições”, avalia o analista.
Mas, segundo o presidente da companhia, o foco para o crescimento em 2008 são os mercados corporativo (onde a participação da empresa é de apenas 0,9%) e o próprio varejo, que permitiu a ascensão da marca ao posto de líder de mercado e ainda representa 83% dos negócios da empresa.
“A classe C é o grande motor de crescimento do mercado de PCs”, justifica Rotenberg. A companhia também aposta no aumento de vendas de notebooks para os compradores do segundo computador e em novos modelos de negócio.
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