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19 de setembro de 2009
mercado
Estratégias

Comunidade de software livre vê com receio anúncio da Microsoft

Por Guilherme Felitti, repórter do IDG Now!

Publicada em 21 de fevereiro de 2008 às 19h15
Atualizada em 03 de março de 2008 às 14h20
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A pretensão de se aproximar da comunidade de software livre pontua diferentes partes do anúncio feito pela Microsoft nesta quinta. Por mais que a ação de maior impacto diga respeito às pressões recebidas pela União Européia na questão de compartilhamento de informações técnicas com rivais no setor de tecnologia, a Microsoft faz considerações diretas sobre uma possível interação maior entre seus produtos e a comunidade que defende o software livre.

Além da criação do Open Source Interoperability Initiative, onde a Microsoft investirá uma quantia não revelada para promover eventos e pesquisas sobre a integração entre suas plataformas e softwares abertos, a empresa deu um recado à reunião do ISO ao afirmar que reescreverá APIs do Office 2007 para o melhor suporte a diferentes formatos de arquivo.

"É extremamente oportuno. Parece que a Microsoft está preparando um ar angelical pra dizer em Genebra que vai abraçar a interoperabilidade", pondera Silva, afirmando ainda que a liberdade alardeada no anúncio tem que ter conseqüências práticas para que a comunidade em geral, tão ponderada (senão, radical) quanto à Microsoft, lhe dê o mínimo de crédito.

Em novembro de 2006, a Microsoft deu o primeiro sinal claro de investimento em software livre, ao fechar um acordo com a Novell em que ambas as empresas desenvolveriam tecnologias que melhoraria a interoperabilidade entre os sistemas Windows e SuSe Linux. Na ocasião, a Microsoft garantiu aos desenvolvedores da Novell não processá-los pelo uso de patentes da Microsoft na criação de aplicativos dentro do projeto.

O que parecia um passo à frente nas conturbadas relações com a comunidade de software livre desmoronou quando Brad Smith, conselheiro geral da Microsoft, disse à revista Forbes que a Microsoft exigiria royaltes de usuários e desenvolvedores de distribuições Linux, que violavam 235 patentes não reveladas da companhia.
*com colaboração de Daniela Moreira, repórter do IDG Now!

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3 comentário(s)
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Pedro - 01 Mar 2008, 13h55
Anjos e Demônios ?
Fabio - 29 Fev 2008, 16h22

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