Analistas duvidam que fusão Microsoft e Yahoo detenha Google
Por Computerworld/EUA
Publicada em 06 de fevereiro de 2008 às 08h12
Atualizada em 06 de fevereiro de 2008 às 16h39
Framingham - Analistas do mercado dizem que poucas empresas têm condições de fazer uma proposta maior que a da Microsoft pelo Yahoo.
Enquanto o Google informou ter interesse em colaborar com o Yahoo para impedir que a oferta hostil da Microsoft tenha sucesso, e outras companhias já terem contatado o Yahoo, parece improvável que alguma outra possa superar a oferta da Microsoft, segundo analistas ouvidos pelo Computerworld nos Estados Unidos.
Em um comunicado distribuído na sexta-feira (01/02), o Yahoo afirmou que seu conselho de administração iria avaliar a oferta de 44,6 bilhões de dólares da Microsoft "cuidadosamente" e dentro do contexto do plano estratégico da empresa e de suas ações para maximizar o valor da companhia aos seus acionistas. Um porta-voz da empresa informou que o Yahoo não iria fazer comentários adicionais.
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No entanto, a agência de notícias Reuters informou que um certo número de empresas entrou em contato com o Yahoo após a divulgação da oferta hostil, embora ainda seja desconhecido se elas fizeram alguma oferta em contrapartida.
Em dezembro último, Kathy Sharpe, CEO da Sharpe Partners LLC, empresa de marketing e consultoria, escreveu em seu blog sobre uma aquisição fictícia envolvendo uma oferta hostil ao Yahoo pela Apple.
Mesmo que a fantasia se torne realidade nesse caso, Sharpe duvida que a Apple faça uma oferta alternativa à apresentada pela Microsoft. "Não acho que, dentro dessas circunstâncias, alguém vá querer entrar em uma guerra de ofertas com a Microsoft", disse Sharpe. "O preço é tão alto, e mesmo que o CEO do Yahoo vá a Steve Jobs, não vejo como interromper a proposta da Microsoft", acrescentou.
Sharpe afirmou que não acredita que os acionistas do Yahoo e seu conselho de administração deixarão o CEO da empresa, Jerry Yang, dizer 'não' à oferta da Microsoft de 31 dólares por ação, um prêmio de 62% sobre a cotação do papel na quinta-feira (31/01). E ela acredita que essa é a razão pela qual a Microsoft fez uma oferta tão alta: impedir qualquer discussão.
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