Microsoft investe US$ 235,5 milhões para treinamentos em escolas

IDG News Service/Reino Unido
22 de janeiro - 19h00 - Atualizada em 15 de março - 13h53
Londres - Investimento em escolas de países em desenvolvimento tem por objetivo a formação de novos mercados para os produtos Microsoft.

Notícias Relacionadas

A Microsoft irá gastar 235,5 milhões de dólares em escolas ao redor do mundo nos próximos cinco anos, como parte de um plano para triplicar o número de estudantes e professores treinados em seus softwares, elevando o número de usuários para 270 milhões até 2013.

O investimento é parte do programa “Parceiros no Aprendizado”, que irá treinar e capacitar o uso de programas em áreas com pouco treinamento e estrutura limitada de TI, afirma Orlando Ayala, vice-presidente do Unlimited Potential Group, integrante da divisão de educação da Microsoft.

Este é um dos anúncios esperados durante o Government Leaders Forum (GLF), uma conferência anual onde a Microsoft convida educadores e representantes de governo. O Chief Executive Officer (CEO) Bill Gates fará uma apresentação na GLF, nesta quarta-feira (23/01), em Berlim.

Os investimentos da Microsoft mostram o quanto é importante o desenvolvimento de mercados para seus futuros negócios. Em 2007, a Microsoft apresentou o Student Innovation Suite, que inclui o XP Starter Edition mais um pacote educacional de aplicações, por 3 dólares em países selecionados.

A Microsoft enfrenta forte concorrência de empresas com suporte ao Linux associado a softwares de código aberto, nos países em desenvolvimento. Para Alaya, a competição é bem-vinda. “Francamente, agradecemos a concorrência.”

Mas os fundos educacionais possuem um obstáculo. “Claro, isso demanda que elas [as escolas] usem Windows”, afirma Ayala.
++++
Essa aproximação contradiz uma recomendação de um estudo sobre uso de software na Europa, finalizado em novembro de 2006.

Apresentado à Comissão Européia, o estudo conclui que é melhor para os estudantes desenvolver habilidades gerais de TI, não em um software proprietário. 

É menos provável que softwares de outras empresas sejam utilizados se as pessoas forem treinadas com o de uma empresa, afirma Rishab Aiyer Ghosh, da United Nations University-Merit em Maastricht, na Holanda.

As doações educacionais da Microsoft parecem menos generosas quando eles gastam “com o objetivo de criar um mercado forçado a comprar seus produtos”, diz Ghosh. Mas ele também afirma que é difícil de argumentar com as escolas que elas “deveriam recusar os computadores se não houver dinheiro”.

A Microsoft fez acordos significativos em áreas em desenvolvimento. Uma organização não governamental (ONG) na Rússia vai adquirir um milhão de unidades do Student Innovation Suíte, nos próximos cinco anos. A empresa também está fornecendo 50 mil unidades do mesmo pacote para o México e 150 mil para a Líbia, afirma Ghosh.

Enquanto a Microsoft cutuca consumidores e empresas em mercados desenvolvidos para o novo Vista, o XP ainda é o sistema operacional aplicado a notebooks de baixo custo, como o Asus Eee e o Classmate PC da Intel.

A razão se deve ao fato de o rastro do XP ser menor que do Vista, afirma Ayala, se referindo ao fato de o uso de memória e espaço no HD serem menores com o XP.

A Microsoft ainda está trabalhando em algumas “limitações técnicas” para implantar o XP no notebook XO, o laptop educacional da organização One Laptop Per Child.
Jeremy Kirk, do IDG News Service, de Londres.