Microsoft enfrenta duas novas investigações antitruste na Europa
Por IDG News Service/EUA
Publicada em 14 de janeiro de 2008 às 12h48
Atualizada em 15 de janeiro de 2008 às 08h41
Ambos os novos casos prolongam as investigações referentes ao caso de 2004, encerrado em setembro pela segunda corte mais alta da Europa, a Corte Européia de Primeira Instância. A Microsoft decidiu não apelar da decisão, o que faz com que as conseqüências da decisão de 2004 se mantenham válidas.
A primeira das duas novas investigações examinará se a Microsoft escondeu informações de companhias que queriam fazer produtos compatíveis com seus softwares. Isto inclui soluções de processamento de texto, planilhas e gerenciamento corporativo do pacote Office. A investigação inclui também alguns produtos para servidores e o framework .Net.
O ECIS entrou com reclamação na Comissão em 2006, alegando que a falha da Microsoft em compartilhar informações de interoperabilidade levou a um abuso na sua posição dominante no mercado. Membros do grupo, incluindo IBM, Nokia, Sun, Microsystems, RealNetworks e Oracle.
Além da reclamação do ECIS, a Comissão afirmou que também investigará se o padrão aberto para documentos arquivados da Microsoft, o Office Open XML, "é suficientemente interoperável com produtos dos rivais".
"A ECIS saúda o anúncio da Comissão como um passo necessário para assegurar que a Microsoft cumprirá as regras de competição", afirmou o grupo em documento divulgado nesta segunda.
"É uma pena que, mesmo com a decisão de setembro de 2007, a Microsoft continua a usar seu monopólio em desktop para restringir a competição", afirmou Thomas Vinje, porta-voz do ECIS.
A segunda investigação, iniciada em dezembro de 2007 por reclamação da Opera, investigará se a Microsoft ilegalmente integrou o Internet Explorer gratuitamente com o Windows.
A Opera quer que a Comissão tire o navegador do Windows ou integre também outras opções de software. A companhia norueguesa alega que as tecnologias proprietárias no IE impedem a popularização de outros browsers, como o Opera, ao não seguir os padrões do programa da Microsoft.
A Comissão também está investigando se a Microsoft empacotou ilegalmente a busca para desktop e o Windows Live no Vista, a versão mais recente do seu sistema operacional.
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