Mercado brasileiro de TI crescerá três vezes mais que mundial, diz MCT
Por Redação do IDG Now!*
Publicada em 20 de dezembro de 2007 às 07h44
Atualizada em 27 de dezembro de 2007 às 10h03
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Para Claudio de Almeida Loural, gerente de planejamento e inovação do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD), as políticas públicas em TI deveriam ser formuladas com base nos objetivos estratégicos de cada país. “É impossível fazer uma simples transposição da experiência internacional para o caso brasileiro”, apontou.
Loural apresentou, durante o seminário, uma comparação entre as diferentes estratégias nacionais praticadas no Japão, na Coréia do Sul e no Chile, a fim de avaliar a possibilidade de identificar comportamentos gerais que possam inspirar uma estratégia nacional brasileira.
“O Japão e a Coréia do Sul são paradigmas de políticas de TI bem-sucedidas. Ambos têm sistemas de inovação sofisticados e articulação instituicional muito sólida, além de histórico de interação entre governo, setor privado e sociedade. Mesmo assim, os objetivos são muito distintos”, disse.
Segundo ele, a Coréia do Sul optou por um objetivo precisamente quantificado em suas estratégias: desenvolver, por meio do setor de TI, caminhos para elevar o patamar do PIB per capita para 20 mil dólares. “Para isso, a estratégia foi focada na inovação em uma série definida de serviços e produtos, impulsionando exportações e desenvolvimento tecnológico”, disse.
Enquanto isso, a estratégia do Japão foi traçada com foco na disseminação do uso dos produtos e serviços de TI, de forma a intensificar seu uso e renovar setores tradicionais da economia, como a construção civil, por exemplo.
“Os japoneses optaram por disseminar uma infra-estrutura de banda larga, diminuindo a exclusão digital. E intensificaram o uso das tecnologias de informação com foco na solução de problemas sociais, com uma meta de fazer com que 80% das pessoas considerem as TI importantes no cotidiano”, disse.
Já no Chile, as estratégias, que estão em processo de desenvolvimento, foram voltadas especialmente para aumentar a competitividade das empresas pelo uso de TI, tornando o país atraente para offshoring (deslocamento de processos de negócios de um país a outro).
Além disso, houve ênfase no desenvolvimento de tecnologias de governança digital. “A experiência traumática do Chile com a ditadura criou essa demanda de transparência proporcionada pelo e-gov”, disse Loural.
Segundo ele, cada país traçou suas políticas públicas de TI com base em seus objetivos estratégicos econômicos e sociais, levando em conta seus desafios já superados em termos institucionais e tecnológicos. “Nossa questão agora é saber qual o objetivo nacional a ser vencido a partir de uma estratégia de TI no Brasil”, concluiu.
*Com informações da Agência Fapesp.
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1 comentário(s)
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Ronaldo Luis - 27 Dez 2007, 11h03
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