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09 de julho de 2009
mercado
Legislação

Opera inicia ação antitruste contra MS por integração entre IE e Windows

Por IDG News Service/França

Publicada em 13 de dezembro de 2007 às 07h59
Atualizada em 13 de dezembro de 2007 às 11h37

Paris - Companhia acusa Microsoft de monopólio por vender sistema operacional com browser e pede que UE force empresa a seguir padrões online.

A Opera Software iniciou um processo antitruste contra a Microsoft na União Européia, acusando a companhia de competição injusta ao relacionar seu navegador Internet Explorer com o sistema Windows, afirmou a empresa norueguesa nesta quinta-feira (13/12).

A reclamação, que foi entregue à Comissão Européia na quarta, afirma que a Microsoft está abusando da sua posição dominante no mercado de desktops ao oferecer apenas o Internet Explorer como parte padrão do sistema, e ainda escondendo informações de interoperabilidade ao não aceitar padrões online no IE.

A Opera está pedindo à Comissão, braço executivo da União Européia, que force a Microsoft a tirar o IE do Windows ou incluir outros navegadores como padrão no sistema operacional. A companhia também quer que a Microsoft cumpra padrões online da indústria dentro do mecanismo do seu browser.

A questão dos padrões é vista como importante já que, caso todos os navegadores resolvam usar seus próprios padrões, desenvolvedores são forçados a criar seus sites e projetos tendo como base o navegador mais popular do mercado, o Internet Explorer.

Isto reduz o incentivo ao uso de softwares rivais, alega a Opera.

A Microsoft afirmou que cooperará com qualquer investigação antitruste que pode resultar da ação da Opera.

"Acreditamos que a inclusão do navegador no sistema operacional beneficia clientes, e que tanto eles como fabricantes são livres para escolher os navegadores que quiserem", afirmou a empresa em anúncio.

A Opera afirmou que iniciou o processo em nome de todos os consumidores cansados do monopólio que gostariam de ter uma escolha mais.

Sobre as acusações de estar ignorando os padrões abertos da internet por benefício próprio, a Microsoft afirmou que o Internet Explorer suporta uma série de padrões online, sem, porém, explicitar se o navegador está ajustado às especificações da W3C.

Historicamente, a Microsoft sofreu sua pior derrota nos tribunais pelas mãos da União Européia quando, em julho de 2006, o órgão condenou a companhia a pagar multa de 280,5 milhões de euros por não cumprir decisão antitruste.

James Niccolai, editor do IDG News Service, de Paris.

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