Justiça prorroga prisão de seis investigados pela Operação Persona
Por Redação do IDG Now!
Publicada em 22 de outubro de 2007 às 16h40
São Paulo - Seis executivos, incluindo ex-presidente da Cisco e dirigentes da distribuidora Mude, permanecem detidos até quinta-feira (25/10).
A Justiça Federal confirmou por meio de um comunicado a prorrogação da prisão de seis executivos detidos durante a Operação Persona, na última terça-feira (16/10).
Segundo o comunicado, o juiz federal Alexandre Cassetari, da 4ª Vara Federal Criminal, determinou a prorrogação da prisão temporária dos executivos Carlos Roberto Carnevali (ex-presidente da Cisco no Brasil), Helio Benetti Pedreira e Moacyr Alvaro Sampaio (principais dirigentes da distribuidora Mude), Cid Guardia Filho, José Roberto Pernomian Rodrigues e Paulo Roberto Moreira.
A prisão temporária tem duração de cinco dias e vencia no sábado (20/10). Com a renovação, os executivos devem ficar detidos por mais cinco dias, até quinta-feira (25/10). Após este período, os investigados só podem permanecer detidos caso haja uma ordem de prisão preventiva, com duração de 30 dias.
De acordo com o juiz, “a necessidade de rápida e maior apuração pela polícia de dados e elementos (...) confirmam que há novos elementos fáticos de riscos de que esses investigados venham a atrapalhar a investigação. Com isso, há comprovação de necessidade da prorrogação da prisão, que continua imprescindível para a investigação”.
Foram liberados pela Justiça os executivos Pedro Santos Ripper (presidente da Cisco Brasil), Daniela Wink Ruiz (diretora de telecomunicações da Cisco Brasil), Fernando Machado Grecco (diretor de marketing da Mude), Marcelo Naoki Ikeda (diretor comercial da Mude), Fabiano Reis de Souza, Jair Rodrigues de Oliveira, Maurício Rocha Maia, Silvio Rogerio Ferreira Sande e Raimundo Nonato de Sá.
“Não há na representação novos elementos fáticos que demonstrem a existência de riscos de que esses investigados venham a atrapalhar a investigação”, disse o juiz.
A Cisco Brasil e sua distribuidora Mude são investigadas por um esquema de fraude fiscal que pode ter importado, de maneira fraudulenta, aproximadamente 500 milhões de dólares e um volume de 50 toneladas de produtos. O órgão calcula que deixou de arrecadar 1,5 bilhão de reais em impostos.
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