Universidade apresenta sistema que ajusta PC segundo ondas cerebrais
Por Computerworld/EUA
Publicada em 10 de outubro de 2007 às 11h23
Atualizada em 10 de outubro de 2007 às 12h02
Framingham - Universidade de Tufts anuncia pesquisa que usa infravermelho para determinar sentimentos de usuários frente ao fluxo de sangue.
Pesquisadores da Universidade de Tufts lançaram um projeto de pesquisa de três anos voltado a descobrir métodos que permitem que micros respondam à atividade cerebral de usuários durante a navegação.
O projeto usará luz pra medir o fluxo de sangue no cérebro, que pode ser usado para identificar sentimentos de excesso de trabalho, frustração ou distração entre os usuários, afirmou Robert Jacob, professor de ciência da computação na universidade.
O PC ajustaria a interface para seu usuário baseado nas medições de sua atividade cerebral, afirmou.
"Caso o PC soubesse um pouco mais sobre você, poderia se comportar melhor", afirmou Jacob. "Se soubesse que se fluxo de trabalho está aumentando, poderia ajustar o layout da tela. Se soubesse quais controladores de vôo estão estressados, programariam o próximo avião para outro profissional", exemplificou.
A dupla formada por Jacob e Sérgio Fantini, professor de engenharia biomédica da Tufts, usará tecnologia de espectroscopia infravermelha, que usa luzes para monitorar o fluxo de sangue no cérebro como forma de determinar níveis de stress, afirmou Jacobs.
Enquanto a luz normalmente passa por tecido humano, é absorvida quando encontra hemoglobina, acrescentou. Pesquisadores acreditam que o fluxo de sangue oxigenado para uma certa área do cérebro pode indicar a necessidade de mais sangue para determinadas tarefas.
Como parte do projeto, usuários do micro vestirão bandanas para cabeça que brilham luzes em suas testas. O aparelho medirá quais áreas do cérebro estão absorvendo a luz enquanto realizam tarefas cada vez mais difíceis, explica Jacobs.
A informação será repassada ao PC, que usará técnicas de aprendizado de máquinas para ajustar a interface do usuário.
Jacob afirmou que um desafio enfrentado por pesquisadores é assegurar que o sistema fará apenas mudanças graduais à interface para evitar irritações ou surpresas nos usuários.
"Estamos coletando informações bastante superficiais", afirma. "Não temos sempre certeza que os dados corretos estão sendo coletados, por isto temos que responder de maneira leve e delicada".
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