Cientistas se unem para catalogar as espécies com 'código de barras'
Por Redação do IDG Now!
Publicada em 17 de setembro de 2007 às 18h40
Atualizada em 17 de setembro de 2007 às 19h04
São Paulo - Técnica para catalogar espécies por seu código genético pode ajudar no combate a doenças e monitoramento de espécies.
Cientistas se reunirão esta semana, em Taipé, para discutir os avanços do DNA Barcode (código de barras do DNA), iniciativa para catalogar as espécies mundiais por seu código genético.
A técnica utiliza o mesmo princípio de um código de barras em um produto para identificar espécies. O projeto foi apresentado em 2003 e recebe apoio de várias instituições, como a Smithsonian, dos Estados Unidos. A iniciativa é organizada pelo Barcode of Life Initiative (BOLI).
Os pesquisadores da Smithsonian são os líderes no esforço para ampliar o uso da técnica de identificação pelo mundo. Durante a Segunda Conferência Internacional do Código de barras da Vida, em Taipé, os cientistas irão discutir as possíveis aplicações da tecnologia que incluem: monitoramento de alimentos, prevenção de doenças e melhor monitoramento ambiental.
Até o momento 280 mil catalogações utilizando o código de barras de DNA foram armazenadas, o que representa 31 mil espécies. Cada uma das 1,8 milhão de espécies do mundo é única. A técnica pode identificar rapidamente espécies em estágio larval ou mesmo por amostras sanguíneas, o que seria praticamente impossível pelos métodos tradicionais.
Os cientistas da Smithsonian ocupam uma posição estratégica para a disseminação da técnica. A organização abriga o Laboratório de Biologia Analítica (LAB, em inglês), que pode gerar centenas de milhares de códigos de barra por ano.
“Precisamos levar a biotecnologia para a biodiversidade”, afirma Lee Weigt, diretor do LAB. A maior dificuldade de outros países em adotar a tecnologia é a falta de infra-estrutura científica. O LAB desenvolveu vários kits para extração de DNA em campo e vídeos de treinamento na internet.
Uma importante aplicação para a técnica é o monitoramento de mosquitos, um dos principais vetores de doenças no mundo. Estima-se que são conhecidas 3,400 espécies de mosquitos no mundo, mas a análise de seus códigos genéticos pode revelar muitas outras. Na Austrália, 23 espécies diferentes recebiam o mesmo nome, somente duas eram vetores de doenças.
Segundo os cientistas, um sistema mais eficiente de identificação desses vetores levaria a um melhor controle das doenças.
A técnica utiliza o mesmo princípio de um código de barras em um produto para identificar espécies. O projeto foi apresentado em 2003 e recebe apoio de várias instituições, como a Smithsonian, dos Estados Unidos. A iniciativa é organizada pelo Barcode of Life Initiative (BOLI).
Os pesquisadores da Smithsonian são os líderes no esforço para ampliar o uso da técnica de identificação pelo mundo. Durante a Segunda Conferência Internacional do Código de barras da Vida, em Taipé, os cientistas irão discutir as possíveis aplicações da tecnologia que incluem: monitoramento de alimentos, prevenção de doenças e melhor monitoramento ambiental.
Até o momento 280 mil catalogações utilizando o código de barras de DNA foram armazenadas, o que representa 31 mil espécies. Cada uma das 1,8 milhão de espécies do mundo é única. A técnica pode identificar rapidamente espécies em estágio larval ou mesmo por amostras sanguíneas, o que seria praticamente impossível pelos métodos tradicionais.
Os cientistas da Smithsonian ocupam uma posição estratégica para a disseminação da técnica. A organização abriga o Laboratório de Biologia Analítica (LAB, em inglês), que pode gerar centenas de milhares de códigos de barra por ano.
“Precisamos levar a biotecnologia para a biodiversidade”, afirma Lee Weigt, diretor do LAB. A maior dificuldade de outros países em adotar a tecnologia é a falta de infra-estrutura científica. O LAB desenvolveu vários kits para extração de DNA em campo e vídeos de treinamento na internet.
Uma importante aplicação para a técnica é o monitoramento de mosquitos, um dos principais vetores de doenças no mundo. Estima-se que são conhecidas 3,400 espécies de mosquitos no mundo, mas a análise de seus códigos genéticos pode revelar muitas outras. Na Austrália, 23 espécies diferentes recebiam o mesmo nome, somente duas eram vetores de doenças.
Segundo os cientistas, um sistema mais eficiente de identificação desses vetores levaria a um melhor controle das doenças.
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