Governos retomam corrida espacial
Por Peter Moon, especial para o IDG Now!
Publicada em 14 de setembro de 2007 às 15h42
Atualizada em 03 de outubro de 2007 às 17h36
São Paulo - EUA, Rússia, Japão, China, Índia e Alemanha voltam a investir em viagens para a Lua.
O próximo dia 4 de outubro é uma data muito especial. Há exatos 50 anos, os soviéticos colocavam em órbita o primeiro satélite artificial, o Sputnik I, evento que deslanchou a corrida espacial com os EUA e que desembocaria no pouso da Apollo 11 na Lua em julho de 1969.
Conquistada a Lua, as duas superpotências deixaram de lado o sonho espacial. O último astronauta a pisar no solo poeirento do satélite terrestre saiu de lá em 1972, portanto, há 35 anos. É verdade que nesse meio tempo dezenas de missões não-tripuladas americanas e soviéticas foram enviadas a todos os planetas do sistema solar. Também é verdade que a órbita terrestre jamais deixou de ser visitada, como acontece agora com a Estação Espacial Internacional.
Mas meio século após o disparo do Sputnik, o espaço promete voltar a ser a fronteira final. Isso porque não está sendo iniciada apenas uma, mas duas novas corridas espaciais, uma governamental e outra empresarial.
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A corrida governamental foi deslanchada pelo presidente dos EUA, George Bush. Ele ordenou em 2004 a Nasa enviar uma missão tripulada à Lua em 2015 através do projeto Constellation. Este será um primeiro passo para uma futura missão tripulada a Marte, depois de 2020. E por falar na Lua, ontem mesmo o Japão disparou com sucesso a sua primeira missão ao satélite terrestre, batizada de Selene.
Veja imagens da corrida espacial:
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Já a Agência Espacial Chinesa, que colocou em órbita em 2005 dois taikonautas (literalmente, pessoa do espaço; para Pequim seus pilotos não são astronautas nem cosmonautas), promete lançar até o fim do ano uma sonda para orbitar a Lua.
A Índia também entrou para o clube espacial, ao anunciar o envio da sonda lunar Chandrayaan 1 até o final de 2008.
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