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20 de setembro de 2009
mercado
Estratégias

Nathan Myhrvold, o devorador de patentes, não quer ser temido pela indústria

Por Peter Moon, especial para o IDG Now!

Publicada em 04 de julho de 2007 às 07h00
Atualizada em 14 de agosto de 2007 às 08h00
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Em 3 de fevereiro de 1976, Bill Gates escreveu sua famosa “Carta aberta aos hobistas”, onde alertava que o software, até então gratuito, deveria ser pago assim como o hardware. No final dos anos 70, já estava claro para você que a verdadeira mina de ouro estava no software, não no hardware?
Sim. Frequentemente conto histórias de como nos esquecemos de que, não faz muito tempo, o software não era considerado um negócio viável. No início dos anos 80, o foco da indústria estava no hardware e especulava-se muito sobre o software como negócio descolado do hardware. Eu ingressei na Microsoft em 1986 e gastei vários anos trabalhando para convencer os líderes da indústria de que o software poderia ser viável sem o hardware. Hoje, todo o mundo dá isso como certo.

Como Chief Technology Officer de Bill Gates e criador da Microsoft Research, em 1990, você tinha um emprego dos sonhos - ganhava milhões para trabalhar ao lado de pessoas extremamente inteligentes com ciência pura e aplicada. Por que decidiu sair?
Sempre tive múltiplos interesses, mas durante 13 anos peguei um deles e o expandi até ocupar 90% do meu dia. Eu tive sucesso naquele trabalho, mas de que adianta o sucesso se ele não compra a liberdade? Eu desejava me envolver em áreas diferentes da ciência além da computação e explorar outros tópicos. Assim, em 2000, oficialmente me aposentei da Microsoft e criei minha própria companhia, a Intellectual Ventures, para trabalhar e investir em múltiplas áreas da ciência.
 
Você está apostando na quarta era da informação. A primeira era foi a dos inventores solitários, a segunda foi dominada por grandes laboratórios corporativos e a terceira onda floresceu ao redor de Palo Alto. Nas suas próprias palavras, “o modelo do Vale do Silício foi fantástico, mas foi levado até o seu limite. Tínhamos um monte de gente talentosa com um monte de dinheiro perseguindo idéias idiotas”. Por quê?
O modelo de venture capital foi bem-sucedido porque supriu capital e expertise para empreendedores que antes não tinham acesso a nenhum dos dois. Ao fornecer capital e experiência, a indústria do venture capital liberou uma tremenda onda de empreendedorismo, que eventualmente levou à criação de 12 mil empresas. Embora seja verdade que muitas fracassaram, as que sobreviveram mudaram o mundo.

OPINIÃO DO LEITOR Clique para comentar
1 comentário(s)
Esse cara é fera!!!
thiago - 04 Jul 2007, 13h07

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