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20 de setembro de 2009
mercado
Estratégias

Nathan Myhrvold, o devorador de patentes, não quer ser temido pela indústria

Por Peter Moon, especial para o IDG Now!

Publicada em 04 de julho de 2007 às 07h00
Atualizada em 14 de agosto de 2007 às 08h00
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Em nosso lado de inventores, fornecemos capital e expertise assim como um venture capitalist o faria. A diferença é que fazemos isto com a finalidade de estimular as idéias. Essencialmente, estamos fornecendo capital e expertise a alguns dos maiores inventores do mundo para ajudar a estimular novas idéias.

Atualmente existem cerca de 45 inventores sêniores conosco que trabalham numa base temporária, num brainstorm de idéias que atravessa um espectro amplo de tecnologias. Desde agosto de 2003, quando começamos de fato a inventar, já tivemos 90 sessões de criação, resultando no pedido de quase 1.000 registros de patentes, das quais cerca de 20 já foram concedidas.

O outro lado do nosso negócio é mais parecido com o modelo de investimento privado. Assim como os gerentes de investimento que saneiam empresas que estão à deriva, nós trabalhamos com inventores ou invenções que estão à deriva. O nosso approach é adquirir uma participação controladora e gerenciar o negócio – neste caso a invenção – melhor do que o proprietário original e para o benefício financeiro de todos que estiverem envolvidos. Neste caso, estamos comprando as invenções e não criando nós mesmos.

Em última instância, nossas invenções irão atingir o mercado de múltiplas formas. Em alguns casos, poderemos criar companhias cuja invenção seja o núcleo do negócio. Noutros, poderemos licenciar a idéia para a indústria ou partes interessadas. Poderemos ainda doar a invenção para um consócio ou um projeto. Adotando a estratégia de formar um portfólio e combinar invenções complementares, acreditamos que criaremos produtos interessantes para licenciamento.

Em 2006, um alto executivo da HP se referiu a sua empresa na revista Fortune como “um enorme trol de patentes”, uma alusão aos gigantes de O Senhor dos Anéis. Há mesmo quem chame você de “o homem mais temido do Vale do Silício”. Parece haver um temor generalizado de que a IV venha a controlar patentes-chave da indústria, usando-as para iniciar processos milionários. Você é mesmo este grande Lobo Mau?
Existem dois elementos em questão. Primeiro, a noção de ser um trol ou qualquer coisa que o valha. Sempre acho engraçado quando as pessoas citam a HP por criticar a minha empresa. A HP é uma companhia muito inovadora e eles processam outras empresas para forçá-las a pagar pelo uso de suas patentes. Eles ganham 200 milhões de dólares por ano como receita de licenças.


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1 comentário(s)
Esse cara é fera!!!
thiago - 04 Jul 2007, 13h07

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