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01 de julho de 2009
mercado
Estratégias

Nathan Myhrvold, o devorador de patentes, não quer ser temido pela indústria

Por Peter Moon, especial para o IDG Now!

Publicada em 04 de julho de 2007 às 07h00
Atualizada em 14 de agosto de 2007 às 08h00

São Paulo - Ex-CTO da Microsoft e dono de aproximadamente 3 mil patentes, conta como transformar invenções em lucro e patrimônio.

Entrevista_Nathan_88x66Nathan é um gênio. Nascido em Seattle em 1959, entrou na faculdade com 14 anos para aos 20 anos, em 1979, graduar-se em matemática, ao mesmo tempo em que defendia um mestrado em geofísica e física espacial na UCLA.

ainda teve tempo para fazer outro mestrado em matemática econômica em 1981, antes de defender seu doutorado em física teórica na Universidade de Princeton em 1983. Tinha só 23 anos. De lá seguiu para a Universidade de Cambridge, na Inglaterra, para fazer pós-doutorado em cosmologia e teoria quântica com ninguém menos do que o físico Stephen Hawking, dono da mesma cátedra ocupada há 300 anos por Sir Isaac Newton.

Homem de múltiplos interesses, em 1984, Myrhvold abriu uma empresa de software, a Dynamical Systems, para produzir um editor de equações matemáticas. Foi nesse momento que os olhos de Bill Gates recaíram sobre os seus ombros.

O homem mais rico do mundo comprou a Dynamical Systems em 1986 e Myrhvold tornou-se o Chief Technology Officer da Microsoft, cargo que ocupou até 2000, quando pediu as contas com um montante estimado em US$ 1 bilhão no bolso. Fez isso para abrir a Intellectual Ventures, empresa com a qual pretende, pura e simplesmente, reinventar o modelo de negócios da indústria de TI.

Nesta entrevista exclusiva por e-mail, Myrhvold, 48 anos, detalha a sua estratégia de negócios e aproveita para se defender daqueles que o atacam de ser “o homem mais temido no Vale do Silício” e “um enorme trol de patentes”.

A Intellectual Ventures é uma empresa voltada para a compra de patentes com potencial lucrativo (alguns dizem que você já comprou mais de 3.000), assim como para o fornecimento de um ambiente propício para que cientistas criativos possam produzir novas invenções e compartilhar os direitos das patentes com a companhia. Poderia explicar esse modelo de negócios?
Eu saí da Microsoft e comecei a Intellectual Ventures (IV) porque adorava a idéia de mudar o modelo de negócios para o desenvolvimento tecnológico. Na IV, a invenção é o nosso patrimônio.

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1 comentário(s)
Esse cara é fera!!!
thiago - 04 Jul 2007, 13h07

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