Google pressiona Microsoft na Justiça para garantir mudanças no Vista
Por Gregg Keizer, para o Computerworld*
Publicada em 26 de junho de 2007 às 10h05
Atualizada em 28 de junho de 2007 às 18h37
Framingham - Companhia quer que Justiça amplie fiscalização sobre a Microsoft para que ela promova mudanças no sistema de busca do Vista.
A Google ampliou sua batalha antitruste contra a Microsoft ao questionar as alterações prometidas por sua rival no sistema de busca e pedir ao juiz federal que estenda a vigilância para garantir que a Microsoft atenda ao combinado.
Em um relatório de sete páginas registrado ontem na Justiça de Washington, a Google sustentou a mesma posição da semana passada. "A decisão da Microsoft de criar seu próprio sistema de busca instalado no Windows Vista viola o julgamento final deste caso", diz o relatório, referindo-se ao processo de 2002.
A Microsoft respondeu afirmando que não há nada de novo na última manobra do Google. "Acreditamos que fomos até a última milha para resolver essa questão em um espírito de compromisso", disse o pota-voz da companhia de Bill Gates, Jack Evans. "O governo claramente se disse satisfeito com as mudanças que fizemos. O Google não forneceu nenhuma informação nova que possa sugerir outra coisa em seu relatório", completou.
Menos de uma semana atrás, a Microsoft concordou em fazer modificações no sistema de busca do Vista. Na segunda-feira, no entanto, o Google disse novamente que as mudanças não eram suficientes. "As alterações são um passo positivo, mas os consumidores vão querer medidas mais amplas que garantam seu direito de escolha", disse David Drummond, do departamento jurídico do Google, por e-mail.
"No final das contas, essas questões levantam a necessidade de uma vigilância contínua nas práticas da Microsoft para assegurar que os interesses dos consumidores serão preservados", reiterou.
Entre as diversas objeções do relatório, o Google afirma que o Vista continuar a direcionar ao Instant Search da Microsoft quando os usuários fazem buscas, por exemplo, a partir do Windows Explorer, e que os consumidores ainda não são capazes de facilmente desabilitar esse sistema dos seus desktops.
Para melhor monitorar a companhia, a Google sugere que a juíza Colleen Kollar-Kotelly, que acompanha o acordo acertado em 2002, amplie a fiscalização. Alguns aspectos do acordo, inclusive a que concerne a sistemas de busca, irão expirar em 12 de novembro deste ano, mas os órgãos reguladores do governo podem pedir uma extensão por dois anos ou até uma ampliação da pena para novembro de 2012.
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