Mais da metade dos europeus pagaria mais caro por eletrônicos 'verdes'
Por Redação do Computerworld
Publicada em 26 de junho de 2007 às 10h15
Atualizada em 28 de junho de 2007 às 18h37
São Paulo - Espanhóis são os mais preocupados, enquanto os ingleses são os menos atentos ao tema, que é mais relevante aos jovens.
A preocupação com a utilização de equipamentos elétricos e eletrônicos mais eficientes energeticamente já é realidade entre boa parte dos consumidores europeus. Isso é o que mostra a pesquisa da consultoria Canalys realizada com 2 mil usuários de computadores e telefones celulares em países como França, Alemanha, Itália, Espanha e Reino Unido.
De acordo com o levantamento, 55% dos entrevistados afirmaram que estariam dispostos a pagar até 10% a mais por produtos fabricados de uma forma mais consciente em relação ao meio-ambiente.
“É esperado que mais pessoas digam do que efetivamente façam isso, mas 11% desse total afirmou veementemente que gastariam mais nesses equipamentos. Vamos continuar monitorando essa questão de perto no futuro para ver se a consciência ambiental de fato está tendo reflexo na decisão de compra dos consumidores”, afirmou o analista Pete Cunningham em um comunicado.
Segundo o executivo, a cobertura da mídia sobre questões como aquecimento global ajudou a elevar a consciência sobre a questão em todos os grupos sociais. Entre os jovens, porém, a percepção da importância da questão é ainda maior. Entre os entrevistados de 15 a 17 anos, 67% apontaram estar preocupados com a questão, frente a 49% daqueles acima de 50 anos.
Ainda são registradas variações geográficas. Mais de dois terços dos entrevistados na Espanha (66%) disseram que estariam dispostos a pagar mais pelos equipamentos amigáveis ao meio-ambiente, comparados a 55% na Itália, Alemanha e França.
O Reino Unido apareceu no último lugar da lista, com 40%. O país também apresentou o maior número proporcional de entrevistados desfavoráveis à idéia: 22%.
Na Itália, 66% dos entrevistados disseram que já compraram equipamentos de cozinha mais eficientes energeticamente. Na França o índice foi de 61% e, na Alemanha e Espanha, de 50%. No Reino Unido, a proporção de foi de 41%.
“Fornecedores de tecnologia estão explorando iniciativas verdes em relação dos produtos que estão construindo e o mercado deve estar consciente dessas diferenças em atitude. Os resultados apontam que essas empresas verão maior aceitação entre os consumidores mais jovens e que as respostas vão variar de país para país. De forma geral, existe boa consciência da necessidade de conservar energia e disposição dos consumidores de cumprir seu papel”, conclui o estudo.
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