Grandes empresas de TI se unem no combate ao desperdício de energia
Por Nancy Gohring, para o IDG Now!*
Publicada em 13 de junho de 2007 às 09h58
Seattle - Intel, Google e Microsoft, entre outros, formam aliança para criar metas de melhor uso da energia e redução de emissão de carbono por PCs.
Um grupo reunindo algumas das maiores empresas de tecnologia do mundo, incluindo Intel, Google, Microsoft, HP, Sun e Dell, se comprometeu com um plano para aumentar a eficiência energética dos equipamentos que fabrica e utiliza.
As empresas fundaram a “Climate Savers Computing Initiative”, que terá como meta melhorar a eficiência das fontes de energia usadas em computadores e outros eletrônicos e encorajar os usuários a tirarem vantagem das técnicas de gerenciamento de energia.
Os participantes do grupo definiram um padrão de eficiência no aproveitamento de energia que todos devem atingir até 2010, disse o vice-presidente sênior de operações do Google, Urs Holzle, durante o anúncio do programa na terça-feira (12/06).
A partir de 2010, os Climate Savers vão definir um padrão de fonte de energia com 95% de eficiência, ele acrescentou. “Isso tudo é possível com tecnologias que já temos hoje”, defendeu Holzle.
Segundo o executivo, apenas 50% da energia que deixa a rede elétrica chega ao computador, por conta da ineficiência dos fios. Estes fios são usados porque custam menos - em média 20 dólares, no PC, e 30 dólares, em um servidor.
Para endereçar essa questão, os Climate Savers encorajam as empresas de energia elétrica a oferecerem descontos a usuários que comprem produtos com maior eficiência energética. Outra ação na agenda do grupo é a educação dos usuários para o uso das técnicas de gerenciamento de energia que já existem nos PCs.
De acordo com Pat Gelsinger, vice-presidente sênior e gerente geral do grupo de empresa digital da Intel, “90% dos PCs tem a capacidade, mas não utilizam recursos de economia de energia”.
Com a melhoria das fontes de energia e a adoção das técnicas de gerenciamento de energia, os Climate Savers acreditam ser possível reduzir a emissão global de carbono gerada pelos computadores em 54 milhões de toneladas ao ano. Isso implicaria em uma economia de 62 bilhões de kilowatt/hora de energia em 2010, com custos estimados em 5,5 bilhões de dólares, segundo o grupo.
O programa conta com outros participantes de peso, entre eles Yahoo, Hitachi, eBay, Advanced Micro Devices (AMD), NEC, Red Hat, Lenovo, Unisys e Linux Foundation.
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