Entrevista: Dell se diz pronta para vencer fase difícil
Por Tais Fuoco, editora do Computerworld
Publicada em 05 de junho de 2007 às 11h03
São Paulo - O vice-presidente para a AL, Terry Kahler, comenta os desafios que a Dell enfrenta no mundo e destaca a importância do Brasil.
O momento não é dos mais fáceis para a Dell. A gigante americana de computadores perdeu participação de mercado nos últimos meses e acabou abrindo espaço para que a rival Hewlett-Packard (HP) assumisse a liderança mundial em vendas de microcomputadores.
Os resultados financeiros também refletem o momento, o que levou a
companhia, em janeiro, a demitir o principal executivo e a trazer de
volta para o posto o fundador da companhia, Michael Dell. Enquanto
isso, o mercado comenta se o modelo de vendas diretas da companhia é o
melhor para que ela continua a fazer frente às mudanças do mercado.
O vice-presidente Terry Kahler, que responde pela América Latina na
corporação, no entanto, parece bastante otimista de que a companhia,
independentemente do posto no ranking de vendas, vai reverter as
dificuldades e caminhar para se fortalecer ainda mais.
Com português fluente, o executivo, que estudou administração na Midwestern State University e teologia na Baptist Bible College em Springfield, no Missouri, comenta o momento atual da companhia e o que ela planeja daqui por diante. Acompanhe a entrevista exclusiva ao Computerworld.
Como a companhia avalia o fato de ter
perdido a primeira colocação nas vendas mundiais – e da América Latina
– de PCs?
Terry Kahler – A Dell é uma companhia B-to-B,
mais de 85% de sua receita vem do mercado corporativo, tanto das
grandes corporações como de pequenas e médias. Foi assim que a marca
Dell foi construída. De qualquer forma, queremos recuperar o posto e
para isso, definimos que o importante é continuar a escutar os clientes
para saber que tipo de máquina ele quer, com quais acessórios, que tipo
de financiamento e de que forma ele quer comprar. É isso o que nos
preocupa hoje.
Em países como o Brasil, qual será a estratégia para retomar a liderança?
No Brasil e em todos os países em desenvolvimento, como China, Índia e
Rússia, a estratégia passa por segregar o mercado de acordo com o tipo
de cliente e assegurar que nosso portfólio tenha produtos a todos eles.
Temos de diversificar a oferta de forma que as máquinas cheguem a cada
tipo de consumidor.
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