Polícia Científica terá sistema para rastreamento de provas criminais
Por Redação do Computerworld*
Publicada em 04 de junho de 2007 às 10h48
Atualizada em 04 de junho de 2007 às 10h54
São Paulo - Sistema de segurança eletrônico usa hardware de sensores, de processamento e sistemas de controle de provas criminais.
O Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) anuncia que usará um novo sistema de segurança eletrônico que utiliza recursos de hardware de sensores, hardware de processamento e sistemas aplicativos que permitirirão à Superintendência da Polícia Técnico-Científica controlar e monitorar eletronicamente a prova criminal colhida na cena do crime. A tecnologia passou por testes no instituto e no próximo mês começam as experiências na polícia.
Vestígios coletados na cena do crime pelos peritos criminais continuam a receber o tradicional lacre de identificação. Quando entrarem no prédio da Polícia Científica receberão outro lacre, com uma etiqueta eletrônica (etiqueta com um minúsculo chip com memória e antena conjugada) que grava informações e a sua identificação. Antenas de radiofreqüência (com leitoras de ondas de rádio acopladas) instaladas em locais estratégicos (portas de salas e nas unidades de perícia) captarão os sinais da etiqueta eletrônica e enviarão as informações para o software de um computador que fará todo o rastreamento da prova criminal.
Como a Polícia Científica tem a custódia da prova criminal, esse sistema serve para assegurar que os elementos de pesquisa pericial sejam preservados, garantindo sua idoneidade e identificação em todo o processo judicial, segundo a Superintendência da Polícia Técnico-Científica. É responsabilidade da instituição a produção da chamada prova técnica ou prova pericial, mediante a análise científica de vestígios produzidos e deixados na prática de delitos.
O órgão explica ainda que, depois de documentadas em laudos periciais, as provas representam a materialidade do fato criminoso e acompanham o processo judicial até sua conclusão. Em caso de dúvida sobre o ocorrido, são novamente examinadas à luz de outras hipóteses, não consideradas no exame inicial. Daí a importância do cuidado com os vestígios para que sirvam de evidências criminais para os órgãos de segurança pública.
Com o novo sistema, é possível saber quando a prova chegou à polícia, qual o seu trajeto dentro da instituição, por quais laboratórios passou, quais análises foram feitas e quais pessoas a manipularam, acrescenta o pesquisador do IPT Alessandro Santiago dos Santos, um dos 20 técnicos que trabalham no desenvolvimento e instalação da nova tecnologia.
Se a prova for parar em local não definido ou se uma pessoa não autorizada pegá-la, soará um alarme automaticamente. A nova tecnologia de rastreamento de provas criminais, que contaram em fase de pesquisa com o patrocínio da Motorola, é similar ao sistema Sem Parar, utilizado nas rodovias brasileiras (usuários do sistema têm um aparelho instalado dentro do veículo, uma etiqueta eletrônica, e passam pelos pedágios sem pegar no dinheiro), mas o software desenvolvido é inovador.
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