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20 de setembro de 2009
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P&D

Cientistas brasileiros e norte-americanos criam balança nanométrica

Por Redação do IDG Now!*

Publicada em 30 de maio de 2007 às 09h04

São Paulo - Técnica criada por pesquisadores utiliza membrana com um único poro de 1,5 nanômetro para medir a massa de moléculas orgânicas.

Um grupo de cientistas brasileiros e norte-americanos desenvolveu uma nova técnica, que emprega uma membrana ultrafina com um único poro em escala nanométrica, para detectar e classificar com precisão diferentes moléculas biológicas.

A descoberta, publicada na última edição da revista Proceedings of the National Academy of Sciences (Pnas), poderá ser útil para a criação de sensores multianalíticos com inúmeras aplicações.

De acordo com um dos autores do artigo, o professor Oleg Krasilnikov, do Laboratório de Biofísica das Membranas do Departamento de Biofísica e Radiobiologia da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), entre as vantagens da nova técnica está o fato de que ela não destrói a molécula analisada e necessita de uma amostra muito pequena para fazer a análise.

“Os aparelhos utilizados hoje para medir a massa das moléculas usam processos de alto vácuo, ionização, desnaturação e desintegração de grandes quantidades de moléculas analisadas. A nossa técnica é aplicada em temperatura e pressão ambientes, sem danificar as moléculas e com o uso de pouca quantidade da substância em análise”, disse Krasilnikov à Agência FAPESP.

Além de Krasilnikov e de Cláudio Rodrigues, do mesmo laboratório da UFPE, a pesquisa teve participação de pesquisadores do Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia (Nist) e da Universidade Estadual Wright, em Ohio, ambos nos Estados Unidos.

A nova técnica permite a detecção das moléculas uma a uma, em espaço pequeno o suficiente para caber em um microchip. “Temos a intenção de, no futuro próximo, utilizar esse sistema para instalar sensores multianalíticos em chips”, disse Krasilnikov, que graduou-se em biologia em 1971 pela Universidade Estadual de Tashkent, no Uzbequistão, e desde 1983 está na UFPE.

Com quatro nanômetros de espessura, a membrana, feita de lipídios, é semelhante às membranas de células vivas. Na estrutura, os cientistas produzem um único poro com 1,5 nanômetro – 1 nanômetro é igual à bilionésima parte de 1 metro; um fio de cabelo tem cerca de 80 mil nanômetros.

Segundo Krasilnikov, a técnica é capaz de identificar as moléculas pelo fato de a membrana ter um único nanoporo. “Ao passar pelo poro, a molécula deixa suas características - como uma espécie de impressão digital. Por ser uma única molécula, temos um registro qualitativamente muito superior ao que se pode obter com outras técnicas”, afirmou.

* Com informações da Agência Fapesp.

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