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01 de julho de 2009
mercado
Distribuição e Revendas

Apple monta lojas próprias na AL

Por Tatiana Americano, editora da ChannelWorld

Publicada em 29 de maio de 2007 às 11h00
Atualizada em 29 de maio de 2007 às 11h42

São Paulo - México é o primeiro país a receber a Apple Store. Brasil pode ser o próximo.

Assim como na América do Norte, na Europa e na Ásia, onde mantém lojas próprias, em paralelo ao modelo de vendas indiretas, a Apple inicia a implementação de pontos-de-venda – batizados de Apple Store – na América Latina.

“Começamos pelo México, mas o caminho mais natural é que o Brasil seja o próximo território a testar esse conceito”, adianta José Roberto J. Santos, gerente de vendas da companhia no País, que, no entanto, não confirma algum projeto específico.

Sobre um possível conflito que as lojas próprias podem representar aos atuais canais da marca, Santos descarta essa possibilidade ao apontar o exemplo do mercado norte-americano.

“Em um primeiro momento, houve um receio dos parceiros, mas depois eles perceberam que as lojas são mais uma forma de disseminar a marca e permitir que os usuários tenham contato com os produtos”, justifica o gerente, lembrando que isso aumenta as vendas para toda a cadeia de distribuição. Por outro lado, ele reforça que para garantir essa concorrência justa, a fabricante mantém uma tabela única de preços sugeridos para todos os seus produtos, independente do ponto-de-venda.

Uma das barreiras naturais ao crescimento da Apple no País, o preço dos equipamentos – pesquisas indicam que o iPod brasileiro é o mais caro do mundo – também está na pauta de problemas tratados com mais atenção pela operação brasileira. Apesar de atribuir à alta carga tributária nacional a disparidade de preços das linhas dos seus produtos no mercado local, Santos sinaliza que a empresa estuda ações para reverter esse quadro.

Quando questionado sobre a possibilidade de iniciar a produção de alguns produtos no Brasil, o executivo diz que não existe qualquer iniciativa, mas admite: “não tem como negar que essa poderia ser uma saída, especialmente, se lembrarmos que o novo gerente-geral para América Latina (leia matéria anterior) usou essa estratégia de fabricação regional, quando ele estava à frente da Palm”.

Outra forma encontrada pela companhia para reduzir os preços praticados aos usuários finais foi utilizar os incentivos do governo, previstos pela MP do Bem, a qual concede isenção de PIS e Cofins para computadores vendidos por até R$ 4.000,00. Nesse sentido, Santos informa que, em breve, a companhia deve iniciar a comercialização do modelo de notebook MacBook, por R$ 3.999,00. “Para chegar a esse preço, a Apple, os distribuidores e as revendas tiveram de abrir mão de uma parte de sua margem de lucro”, justifica o executivo.

Ele acrescenta ainda que para estimular as vendas de seus produtos, a fabricante aposta em campanhas de marketing, além de ações promocionais voltadas a grupos de usuários. “Em breve, devemos anunciar um programa no qual forneceremos descontos para a compra de produtos a estudantes de faculdades credenciadas”, adianta o gerente, apontando que ele pretende repetir esse mesmo modelo para funcionários de empresas.


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