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08 de julho de 2009
mercado
Legislação

Ameaças da Microsoft não incomodam usuários e empresas de software livre

Por Elizabeth Montalbano, para o IDG Now!*

Publicada em 15 de maio de 2007 às 11h34
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A Red Hat também também se manifestou, dizendo que não está preocupada com as ameaças da Microsoft porque tem um programa sólido de indenização de clientes contra processos de quebra de patente.

Alguns usuários sugeriram que as mesmas ameaças poderiam se voltar contra a gigante, que usou programas de código aberto e tecnologias gratuitas ela mesma para desenvolver seus produtos comerciais.

Na verdade, há a mesma probabilidade de infração de patentes no Windows quanto em algum produto de código aberto, disse Jim Zemlin, diretor executivo da Linux Foundation, um consórcio sem fins lucrativos de São Francisco, voltado para a promoção do uso de sistemas operacionais livres. “A Microsoft precisa ter cuidado com o que começa, já que não pode prever onde acabará”, disse ele.

Lindsay, da Secured Fundings, diz que o fato de a Microsoft não dizer quais as patentes foram infringidas mostra que o caso não é tão forte como ela gostaria que a indústria acreditasse. Segundo ele, como o Unix, em que se baseia o Linux, precede o Windows, algumas patentes da Microsoft podem ter sido registradas sobre tecnologia já existente, e, assim, podem ser invalidadas.

A indústria acredita também que as ameaças são uma forma de ganhar tempo enquanto a empresa tenta competir com um mercado em que não é mais uma líder intacta. Enquanto se apoiou na venda de licença para softwares, o mercado mudou e suas concorrentes apostaram em modelos de negócios como receita gerada por serviços e anúncios.

Lindsay citou as iniciativas de código aberto e de companhias como o Google como fontes de inovação, e disse que a Microsoft demora a adotar novos modelos de negócios. “A Microsoft está usando os tribunais para levar mais adiante seu antigo modelo”, disse ele.

No entando, Charles Merriam, consultor independente e empreendedor californiano, disse que, apesar de as grandes empresas não se sentirem ameaças pela postura da Microsoft, as menos podem temer a pressão e deixar o mercado.

*Elizabeth Montalbano é repórter do IDG News Service, em Nova York.

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