Ameaças da Microsoft não incomodam usuários e empresas de software livre
Por Elizabeth Montalbano, para o IDG Now!*
Publicada em 15 de maio de 2007 às 11h34
Nova York - Ameaças de processos contra distribuidores e usuários de Linux por quebra de patente não assustam indústria de código aberto.
Defensores do código aberto estão dando de ombros para a alegação da Microsoft de que a empresa exigirá royalties de usuários e distribuidores por 235 quebras de patentes em tecnologias em Linux e softwares livres, dizendo que não estão preocupados em serem alvo de processos por infração de patente.
Em vez de incitar o medo entre as empresas na tentativa de desestimular o uso ou a distribuição de programas de código aberto, o consenso geral é que as ameaças de litígio da companhia - apresentadas em declarações de executivos da Microsoft, incluindo o CEO Steve Balmer, dadas à revista Fortune desta semana - provam que é a gigante de software que está com medo da ameaça competitiva do Linux e softwares livres no longo prazo.
Joe Lindsay, CIO da Secured Funding, companhia de hipoteca de Los Angeles, disse que a tentativa da Microsoft de espalhar medo, confusão e dúvida pode assustar alguns usuários e afastá-los dos programas de código aberto no curto prazo, mas, em última análise, não impedirá a expansão do modelo de negócios da indústria de software livre.
“É como dizer que tenho um grande bastão de baseball e que vou bater em alguém”, disse ele, comentando a alegação da empresa de que vai exigir multas de usuários e companhias que supostamente violaram suas patentes. “Todo mundo corre”.
Distribuidores de Linux também não foram atingidos pelas ameaças, e a Novell - que, no ano passado, fez um acordo de licenciamento com a Microsoft bastante abrangente, que inclui o pagamento de royalties à empresa por conta de soluções Linux - até pareceu incomodada.
Em um comentário feito na segunda-feira (14/05), Horacio Gutierrez, vice-presidente de propriedade intelectual e licenças da Microsoft, comparou o acordo com a Novell como um exemplo de como a empresa quer resolver a questão. No entanto, a Novell nunca admitiu que infringiu patentes, segundo reforçou o porta-voz da empresa, Bruce Lowry, em um blog da empresa no mesmo dia.
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