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21 de setembro de 2009
mercado
P&D

Mucosa artificial criada por britânicos aprimora nariz eletrônico

Por Redação do IDG Now!

Publicada em 02 de maio de 2007 às 12h38
Atualizada em 02 de maio de 2007 às 14h39

São Paulo - “Meleca” feita com polímero aumenta a capacidade dos narizes artificiais de discernir cheiros, diz pesquisa do Reino Unido.

Nariz_88x66Pesquisadores das Universidades de Warwick e Leicester, no Reino Unido, criaram uma mucosa nasal artificial para melhorar o desempenho dos narizes eletrônicos.

Os cientistas revestiram os sensores dos narizes eletrônicos com uma mistura de polímeros que imita o efeito da mucosa nasal, aumentando significativamente a capacidade de distinção de cheiros destes dispositivos.

> Veja fotos do novo nariz eletrônico

Um nariz natural utiliza mais de 100 milhões de sensores especializados que interagem de forma complexa para identificar e separar as moléculas que encontra.

Os narizes eletrônicos, que são usados em uma série de aplicações comerciais de controle de qualidade na indústria alimentícia, usam o mesmo método, mas contam com apenas 50 sensores, o que limita seu poder de identificação.

Os pesquisadores britânicos, contudo, descobriram uma forma de replicar nos dispositivos eletrônicos a forma como a mucosa nasal aumenta a capacidade do nariz de discernir os cheiros.

No nariz natural, uma fina camada de mucosa dissolve e separa as moléculas de odor, fazendo com que elas cheguem aos receptores em diferentes velocidades e tempos. Os humanos utilizam essa diferença de tempo de chegada aos receptores para selecionar uma variedade de cheiros.

Para reproduzir este efeito, os pesquisadores aplicaram uma camada de 10 micron de um polímero normalmente usado para separar gases nos sensores do seu nariz eletrônico.

Em seguida, eles testaram a “meleca” artificial em uma série de componentes e verificaram que ela melhorava o desempenho do nariz eletrônico, permitindo identificar cheiros como o do leite e o da banana, que representavam desafios para o dispositivo, além de aumentar a velocidade da análise.

O aparelho final, incluindo os sensores e o muco artificial, consiste em um pequeno quadrado de poucos centímetros e custa menos de 5 libras (10 dólares) para ser produzido.


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