Antes do computador, falta energia elétrica e estrutura nas escolas públicas
Por Guilherme Felitti, repórter do IDG Now!
Publicada em 03 de maio de 2007 às 07h00
São Paulo – De acordo com dados do MEC, 18 mil escolas não têm luz, um sintoma dos muitos problemas a serem resolvidos antes da chegada do computador.
Antes de pensar em colocar um computador dentro da sala de aula, o Governo Federal tem uma tarefa muito mais básica pela frente.
Segundo dados do Ministério da Educação, nada menos que 18 mil escolas brasileiras não têm luz, o que inviabiliza a instalação de máquinas mesmo se houver verba para tal.
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Esse é um dos sintomas a serem combatidos pelos governos federal, estadual e municipal na jornada de levar computadores a para as cerca de 60 mil escolas públicas brasileiras que ainda não têm computadores.
Mais que isto: problemas de segurança e de logística ainda dificultam que alunos aproveitem as tecnologias, mesmo elas já estejam dentro dos colégios.
Acompanhe o caso da Escola Estadual Rômulo Pero, no bairro do Chora Menino, periferia de São Paulo. As ameaças de roubo forçam diretores de colégios a trancar laboratórios de informática, originalmente para alunos, e utilizá-los apenas para proveito próprio, conta Isaura Thomaz, diretora da escola.
Além de doar 12 computadores que compõem o laboratório de informática (o governo estadual doou mais 3) da Rômulo Pero, a Intel, que financia o projeto, custeou uma nova instalação elétrica no recinto e ofertou equipamentos de rede, que mesmo empresas de médio porte não têm.
Esta mesma falta de estrutura nos colégios teve impacto direto nos projetos desenvolvidos pela Intel no Brasil dentro do setor pedagógico, afirma Rose Salvini, gerente de educação da companhia.
Nas escolas estaduais Rômulo Pêro e Armando Gaban, em São Paulo, a empresa ofereceu capacitação para professores e doou equipamentos para a formação de laboratórios de informática.
Na segunda, a instalação de um servidor com chip de núcleo duplo fez com que a rede elétrica não suportasse o consumo de energia, o que levou a Intel a fazer um trabalho junto à prefeitura de São Paulo.
Ainda assim, o ambiente ainda não é ideal, confidencia Isaura Thomaz: por usar uma sala de aula adaptada, o laboratório sofre de problemas de ventilação, tornando aulas desconfortáveis para alunos e perigosas para o maquinário pelo calor excessivo.
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