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01 de julho de 2009
mercado
Balanços

Apesar do celular grátis, Claro alcança maior geração de caixa de sua história

Por Tais Fuoco, editora do Computerworld

Publicada em 26 de abril de 2007 às 17h14

São Paulo - Operadora do grupo mexicano afirma que transfere ao usuário ganhos com eficiência. Lucro operacional foi positivo pela primeira vez.

A Claro obteve, nos três primeiros meses do ano, a maior geração de caixa (Ebitda) de sua história. Foram 590 milhões de reais, com um salto de 147% sobre o resultado do mesmo trimestre de 2006 e que equivalem a 55% de todo o Ebita do ano passado.

O presidente da companhia, João Cox, afirmou há pouco aos jornalistas que "a concorrência não gosta, mas a Claro dá celular de graça a todo novo cliente de pós-pago e os números mostram que é possível ganhar dinheiro assim".

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Segundo ele, a companhia "procura controlar os custos ao extremo para poder repassar esse benefício aos clientes". O portfólio de aparelhos gratuitos para o usuário escolher muda conforme o plano de minutos que ele escolhe, como explicou o executivo.

Segundo Cox, "toda empresa tem que ser eficiente, mas principalmente concessionárias e autorizatárias", como são as empresas de telecomunicações. Isso porque, segundo ele, "nesses casos, quem paga pela ineficiência é o cliente". Por isso, Cox disse que a Claro se preocupa em gerenciar os custos "porque não quer que o assinante pague por isso".

Para ele, o salto de 147% no Ebitda foi conseguido com a gestão dos custos, o reposicionamento da marca e o foco no mercado corporativo e pós-pago.

Antes da chegada de Cox na companhia, a Claro tinha foco no usuário pré-pago e no público de baixa renda, mas desde então ela passou a buscar o usuário de mais alto valor e privilegiar o pós-pago.

Cox também citou que hoje, a operadora "tem um endividamento desprezível, de praticamente zero", o que contribuiu para o resultado. O lucro operacional foi positivo pela primeira vez, de 168 milhões de reais, enquanto no primeiro trimestre de 2006 foi negativo em 155 milhões de reais.

A receita de serviços (sem contar a venda de aparelhos) foi de 1,98 bilhão de reais entre janeiro e março, com alta de 25,5% sobre o mesmo período do ano anterior.

A operadora do grupo mexicano América Móvil adicionou 2,2 milhões de assinantes nos 12 meses e alcançou 24,6 milhões de usuários no final de março, número 26,5% superior ao do mesmo mês do ano passado.


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