Apesar do celular grátis, Claro alcança maior geração de caixa de sua história
Por Tais Fuoco, editora do Computerworld
Publicada em 26 de abril de 2007 às 17h14
São Paulo - Operadora do grupo mexicano afirma que transfere ao usuário ganhos com eficiência. Lucro operacional foi positivo pela primeira vez.
A Claro obteve, nos três primeiros meses do ano, a maior geração de caixa (Ebitda) de sua história. Foram 590 milhões de reais, com um salto de 147% sobre o resultado do mesmo trimestre de 2006 e que equivalem a 55% de todo o Ebita do ano passado.
O presidente da companhia, João Cox,
afirmou há pouco aos jornalistas que "a concorrência não gosta, mas a
Claro dá celular de graça a todo novo cliente de pós-pago e os números
mostram que é possível ganhar dinheiro assim".
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Segundo ele, a
companhia "procura controlar os custos ao extremo para poder repassar
esse benefício aos clientes". O portfólio de aparelhos gratuitos para o
usuário escolher muda conforme o plano de minutos que ele escolhe, como
explicou o executivo.
Segundo Cox, "toda empresa tem que ser eficiente, mas principalmente concessionárias e autorizatárias", como são as empresas de telecomunicações. Isso porque, segundo ele, "nesses casos, quem paga pela ineficiência é o cliente". Por isso, Cox disse que a Claro se preocupa em gerenciar os custos "porque não quer que o assinante pague por isso".
Para ele, o salto de 147% no Ebitda foi conseguido com a gestão dos custos, o reposicionamento da marca e o foco no mercado corporativo e pós-pago.
Antes da chegada de Cox na companhia, a Claro tinha foco no usuário pré-pago e no público de baixa renda, mas desde então ela passou a buscar o usuário de mais alto valor e privilegiar o pós-pago.
Cox também citou que hoje, a operadora "tem um endividamento desprezível, de praticamente zero", o que contribuiu para o resultado. O lucro operacional foi positivo pela primeira vez, de 168 milhões de reais, enquanto no primeiro trimestre de 2006 foi negativo em 155 milhões de reais.
A receita de serviços (sem contar a venda de aparelhos) foi de 1,98 bilhão de reais entre janeiro e março, com alta de 25,5% sobre o mesmo período do ano anterior.
A operadora do grupo mexicano América Móvil adicionou 2,2 milhões de assinantes nos 12 meses e alcançou 24,6 milhões de usuários no final de março, número 26,5% superior ao do mesmo mês do ano passado.
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