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09 de julho de 2009
mercado
Legislação

SAP se recusa a tentar acordo em processo movido pela Oracle

Por James Niccolai, para o IDG Now!*

Publicada em 20 de abril de 2007 às 10h54

Paris - Declarações do CEO da SAP nesta manhã mostram que a batalha judicial entre as duas companhias promete ser longa.

A alemã SAP AG afirmou hoje não ter intenção de chegar a um acordo amigável com a Oracle no processo judicial cuja acusação é o roubo de segredos corporativos, iniciado no mês passado. A SAP irá iniciar sua defesa nas próximas semanas, de acordo com o CEO, Henning Kagermann, nesta sexta-feira (20/04).

"Não temos intenção de fazer acordo, por que o faríamos?", questionou Kagermann, em encontro com repórteres e analistas durante a divulgação do balanço da companhia. "Não vemos nada de errado em nossa empresa", reiterou.

"Temos um longo legado na companhia, com uma reputação sem paralelo como uma empresa confiável de negócios e uma parceira de confiança", disse Kagermann. "Acreditamos na importância da proteção intelectual e vamos agressivamente nos defender contra a acusação feita nesse processo".

No entanto, disse ele, "esse assunto ainda está em seu estágio inicial e iremos responder formalmente a todas as acusações nas próximas semanas", completou.

Seus comentários podem dar uma amostra de quão longa será a batalha judicial com a Oracle na corte norte-americana.

A Oracle entrou com o processo contra a SAP no dia 22 de março, acusando a rival de "roubo corporativo em grande escala".

Trabalhadores da subsidiária da SAP TomorrowNow Inc. teriam se apropriado do banco de dados da Oracle e roubado informações que a Oracle usa para prover suporte aos seus clientes.

O objetivo seria oferecer um serviço de suporte mais barato que o prestado pela Oracle, acusa a companhia.

A SAP não havia feito comentários sobre o processo até ontem, com exceção de dizer que irá se defender agressivamente.

Nesta sexta-feira, a companhia alemã reportou um salto de 10% em seu lucro líquido do primeiro trimestre, impulsionado pelas vendas de software e de serviços de surporte. O lucro do período foi de 310 milhões de euros, ante os ganhos de 282 milhões de euros um ano antes. A receita total cresceu 6%, para 2,17 bilhões de euros.

*James Niccolai é editor do IDG News Service, em Paris.

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