Nanopipeta analisa passagem de moléculas do líquido para o sólido
Por Peter Moon especial para o IDG Now!
Publicada em 16 de abril de 2007 às 18h24
Atualizada em 29 de abril de 2007 às 14h13
São Paulo - Com um microscópio, pesquisadores criam a menor pipeta da história, que coleta bilionésimos de trilionésimos de litro.
A miniaturização desenfreada que começou em 1947 com a invenção do sexagenário transistor, o pai dos circuitos integrados ou chips, não pára de acelerar. Depois de levar a miniaturização até o seu limite, não satisfeitos os cientistas criaram uma nova tecnologia para reduzir ainda mais o que já era diminuto. Assim nasceu a nanotecnologia, um conjunto nascente de técnicas para manipular átomos e moléculas, produzindo utensílios e ferramentas de dimensões ultra-pequenas.
Álbum de fotos:
>Veja os detalhes da nanopipeta
A mais recente novidade nesse mundo do incomensuravelmente pequeno é uma nanopipeta, anunciada hoje na revista Nature Materials. Quem se lembra das aulas no laboratório de química vai recordar que pipeta é aquela espécie de conta-gotas usado para coletar pequenas quantidades de líquido.
Mas se uma pipeta tradicional coleta mililitros, gotículas que por menores que sejam ainda assim contém trilhões de átomos, a nanopipeta armazena uns poucos zeptolitros. Calma, não fique nervoso(a). Se esta é a primeira vez que você lê esta palavra, este repórter deve confessar que também foi a minha. Fui verificar e descobri que um zeptolitro equivale a um volume 21 casas decimais à direita do zero (1 zeptolitro = 10-21 litro). Em outras palavras, um zeptolitro é igual a um bilionésimo de trilionésimo de litro.
Já a nanopipeta mede 2.500 nanômetros, ou seja, 40 delas enfileiradas uma atrás da outra equivalem à espessura de um fio de cabelo humano. A nanopipeta foi criada por Eli e Peter Sutter, pesquisadores do Brookhaven National Laboratory, no Estado de Nova York. Eles operaram seu conta-gotas molecular com a ajuda de um microscópio eletrônico para coletar alguns poucos átomos de uma liga de ouro e germânio.
A experiência visava analisar a passagem das moléculas da liga do estado líquido para o sólido.
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