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09 de julho de 2009
mercado
Legislação

Sohu ameaça processo contra Google por cópia de software chinês

Por Sumner Lemon, para o IDG Now!*

Publicada em 10 de abril de 2007 às 11h28

Cingapura - Empresa que teve dicionário em chinês usado em novo software do gigante de buscas renova exigências contra Google e ameaça processo.

A Sohu.com ameaçou processar o Google nesta terça-feira (10/04) por violar seus direitos intelectuais e renovou exigências que a companhia parasse de oferecer uma ferramenta para escrita em chinês baseada, em parte, em um dos seus banco de dados.

"Lamentamos muito que uma empresa norte-americana líder em seu setor como o Google, que vem do país que respeita direitos intelectuais, exibiu um desrespeito à propriedade intelectual na China", afirmou a Sohu.

"Exigimos que o Google parece de infringir a propriedade intelectual do Sogou Pinyin Method Editor (IME) e corte as operações do Google Pinyin IME. Se isto não acontecer, teremos que formular processos legais contra o Google", afirmou o anúncio.

Uma porta-voz do Google na China não respondeu os pedidos para comentar a ameaça. Anteriormente, a companhia assumiu que usou parte do banco de dados da Sohu no seu Pinyin IME, afirmando que ela havia sido "inadvertidamente" incorporada em seu software.

Softwares do tipo IME permitem a digitação de caracteres chineses usando equivalente Pinyin em romanos, e são encontrados na maioria dos computadores chineses.

Enquanto ferramentas similares existem há anos, a Sohu foi a primeira a formular um banco de dados com buscas comuns, compiladas pelo sistema Sogou, para prever quais palavras e nomes em chinês o usuário está procurando.

A velocidade e precisão melhoradas que resultaram da técnica tornaram o Sogou Pinyin IME, lançado no ano passado, um software popular entre milhões de usuários chineses de internet.

O Google lançou seu Pinyin IME na última semana e usuários logo descobriram que ele havia sido baseado, em parte, no dicionário de palavras e nomes chineses tirados do Sogou Pinyin IME.

Questionado com evidências claras de que partes do dicionário da Sohu tinham sido usadas sem licença devida, o Google fez mudanças ao seu dicionário durante o fim de semana e divulgou um pedido de desculpas para a empresa chinesa. O Google não ofereceu explicações sobre como foram obtidos os bancos de dados.

Na sexta, a Sohu enviou uma carta ao Google exigindo que a companhia parasse de oferecer o download do software, pedisse desculpas públicas e discutisse compensações para a Sohu, a não ser que quisesse enfrentar problemas legais.

*Sumner Lemon é editor do IDG News Service, em Pequim.

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